de sofrer e amar, a gente não se desfaz.

26.11.09

nódoa no brim

comprei hoje um short, pra dar vazão a todo o movimento rio 400 graus que tá fazendo.
a peça foi cara, mas escolhi esta e não outra por um ar de novidade: ela tem uns respingos que parecem meio de lama, meio de tinta, já vindos assim de fábrica.

daí fiquei me lembrando do bandeira e da tiuria do poeta sórdido:

Poeta sórdido:
Aquele em cuja poesia há a marca suja da vida.
Vai um sujeito.
Sai um sujeito de casa com a roupa de brim branco muito bem engomada, e na primeira esquina passa um caminhão, salpica-lhe o paletó ou a calça de uma
nódoa de lama:

É a vida.

O poema deve ser como a nódoa no brim:
Fazer o leitor satisfeito de si dar o desespero.

de nada me interessaria comprar uma roupa que não tivesse a marca suja da vida. acho que por isso passo 3 anos sem comprar roupas... (mas também, quando compro, m'individo)

Um comentário:

Marlon disse...

s'individar pra s'individuar