a peça foi cara, mas escolhi esta e não outra por um ar de novidade: ela tem uns respingos que parecem meio de lama, meio de tinta, já vindos assim de fábrica.
daí fiquei me lembrando do bandeira e da tiuria do poeta sórdido:
Poeta sórdido:
Aquele em cuja poesia há a marca suja da vida.
Vai um sujeito.
Sai um sujeito de casa com a roupa de brim branco muito bem engomada, e na primeira esquina passa um caminhão, salpica-lhe o paletó ou a calça de uma
nódoa de lama:
É a vida.
O poema deve ser como a nódoa no brim:
Fazer o leitor satisfeito de si dar o desespero.
de nada me interessaria comprar uma roupa que não tivesse a marca suja da vida. acho que por isso passo 3 anos sem comprar roupas... (mas também, quando compro, m'individo)
Um comentário:
s'individar pra s'individuar
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