de sofrer e amar, a gente não se desfaz.
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28.9.10

fernanda,

não precisa nascer sabendo tudo.

um beijo,

fernanda

11.3.09

hoje eu sonhei contigo, amor, nem te digo...

acordei super assustada, choramingando, com o surrealismo do meu sonho.
eu não vou nem tentar encadear as imagens que me vinham numa narrativa lógica...

- porque dizem que nós sonhamos com imagens e depois ficamos tentando achar ordenação pra elas. daí o cão andaluz de buñuel fez muito sentido pra mim -

mas rolava eu e o pessoal de poética, depois da defesa de alguém, num lugar meio grajaú-fim-de-linha. a gente sentava pra comer/beber, e até foi parar no telhado (parecido com debaixo da mangueira do pedro II. tenho sonhado muito com o meu colégio...).

jun era queimado com uma coisa que vinha do céu e começava a rir, que estava numa área de risco, e que finalmente isso acontecera com ele. ele se agarrava em mim e eu o ajudava a correr dos foguetinhos que apareciam pelo céu e pelo chão que queimavam a gente. mas às vezes eu lembrava que se ele ficasse muito encostado em mim eu ia ficar queimada também, e meus membros ficariam tortos.

estava na FLIP e isso começava a acontecer, era um lugar parecido com disney com o qual já tinha sonhado antes. só que no fim, eu descobri o que fazia a gente ficar doidão E queimado: eram uns incensos do tamanho de fósforos que ficavam queimando pelo chão. se a gente não desviasse dele ficava queimado e molenga, que nem a cera de uma vela. daí me ocorreu que era só tacar água em cima, e apagar o bagulhinho. o thiago e alguns conhecidos DO MAL é que espalhavam isso pela FLIP (que tinha um prédio só pra teatro e um camarim imenso, parecido com a infra-estrutura de um navio com o qual eu já sonhei antes), e estavam atrás de mim porque eu tinha descoberto como eles faziam isso... eu tentava recrutar pessoas pra apagar os fósforos, mas todo mundo só queria saber de ficar doidão. o andré mongol até começou a me ajudar, mas foi parar no colo de alguém no final. taquei um tipo de adoçante (zerocal) melado num fosforozinho e ele se transformou numa pilha tamanho D que rodopiava e emitia coisas azuis e queimadoras se a gente deixava encostar na pele - tipo um cd no microondas.

e aí eu lembrei - acordada - que sonho é pra ser isso mesmo. um monte de acontecimentos embolados, imagens que você já viu antes, que prescindem de lógica, explicação e narrativa para aparecerem juntos, mas que, se você tentar tirar um sentido da coisa, vai sair um monte de interpretação bizarra do seu inconsciente. ou sei lá da onde. s.n.goenka (a.k.a. business man) diz que "não existe inconsciente, até quando não estamos controlando, ou sonhando, as sensações estão aí, e ficam se registrando na gente" (um negócio assim, eu não posso escrever no retiro, então nem lembro...), o que pra mim logo evoca "o que em mim sente 'stá pensando", do pessoa. agora não sei se o que ele disse foi SUBCONSCIENTE, o que faz uma diferença... o efeito era: quando estamos sonhando, não são níveis do (in/sub/des)consciente que vêm à tona - até quando estamos sonhando somos conscientes.

e quando eu fui dormir eu li uma frase de ronaldes de melo e souza que dizia algo assim: "a consciência da ilusão jamais elimina ilusão da consciência", que deveria rebater o argumento do guru (já que ele não é um iluminado).

graças ao borges (o jorge luis, não o moto) eu tenho esse fragmento de shakespeare:
we are such stuff as dreams are made on
tá bom, somos essa coisa. mas o que é esse AS? seria um ás na manga do tio will? chegou o tradutor do borges e botou lá: "somos aquela matéria de que os sonhos são feitos". eu até tinha aceitado isso passivamente, mas aí fui ler em inglês, direito: "we are such stuff as dreams are made on". somos a coisa enquanto os sonhos são feitos? somos a coisa EM QUE os sonhos são feitos? será? os versos completos, n'a tempestade, dizem:

we are such stuff
as dreams are made on, and our little life
is rounded with a sleep
nós somos essa coisa. enquanto os sonhos são feitos, nossa pequena vida é rodeada por um sono.
a tradução moderna foi e fez isto:
We are similar stuff to that
That dreams are made of, and our little life
Is surrounded with a sleep.
ou SEJE: que merda, esse shakespeare morreu antes de terminar essa peça. foi COROADO (rounded) com o sono mortal.

26.12.08

coooooooooooooooom amor no coraçããão...

eu não sei ser criticada!

preciso de mais humildade!

ouve, fernanda, ouve! (and then prove them wrong :P)

8.12.08

vida loka vida

já estou me sentindo de férias. era pra acabar tudo hoje, mas como só falta a monografia do meu curso preferido e uma prova de monitoria, todo esforço acadêmico que eu fizer será pura diversão...

gente, que gás que estou! compensou ter estado lesa pela metade do ano! :)

o fundão já tava parecendo um resort - aqueles campos são feitos pra um circuito de golf - nesse soleil. verãozão, tudo vazio, só restaram umas pessoas, já desestressadas com o fim do período, colhendo os seus frutos.

acho que vou até dispensar a terapia essa semana, depois de uma sessão de hora e meia com a cinda - minha orientadora que SUPEROU a psicanálise.

daí cheguei em casa e comecei a preparar minha monografia de final-de-curso da letras, vai ser uma coisa bem infância, de manoel de barros...

nasceu uma escritora!

15.11.08

deus fez o mundo em sete dias porque não tinha ninguém enchendo o saco, perguntando quando ia ficar pronto.

eis que eu voltei antes do que esperava.
mas é que tô numa segunda lua-de-mel com sophia, aí vim aqui pesquisar umas coisas e tal.
e deixar aqui estas anotações:
vocês sabem dos meus preconceitos com essa gente de letras que tenta escrever literatura. tudo é vanguarda-envelhecida. é muito autoconsciente, no pior dos sentidos, sempre tentando ser genial. desconstruir tudo até não sobrar fiapo. não é que nem o rosa que só pode inovar tudo o que inovou porque tinha uma narrativa que é uma historinha muito bem amarrada e perfeita, com encadeamentos. ninguém é como rosa, né? parei. acho o rosa maior que o machado de assis, que a clarice lispector, que todos.