de sofrer e amar, a gente não se desfaz.
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23.9.10

…!.,

e dos venenos humanos
sois a mais fina retorta
frágil, frágil como o vidro
e mais que o aço poderosa!

gosto de me sentir no mundo com a cinda. outro dia nos deixaram lá na praça onze, entramos no metrô, tudo depois de uma aula sobre o futurismo. passamos por vias com antenas que se semelhavam com teias de aranha com as pernas abertas para o céu e… balcões, prédios inteiriços, tudo muito colorido e acaixotado.

entrei no vagão, ela me contava absurdidezes sobre poetas por ela apaixonados, poetas narcisistas como os amantes das abnegadas não podem ser. “mas amor a gente não recusa – nem de padre”. aquela aura de fora-do-tempo, que eu só encontrava nas montanhas e nos descampados, esteve na cidade!