de sofrer e amar, a gente não se desfaz.
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8.5.12

quando exu virá eu ponho a cachaça pra ele

hoje teoricamente recebi uma notícia ruim, mas estou com vontade de dizer: 
eu nem queria mesmo.
fora isso eu quase quebrei o pé de novo,  mas é bom que me dá impulso de fazer uma cirurgia. e cirurgia, todos sabem, é tempo de ler a bibliografia inteira pro doutorado.

finalmente ouvi uma resposta dela, se é que isso importa. é que já ultrapassei a barreira da vergonha de parecer querer demais, é que agora nem faço questão de querer - se ela estiver comigo parabéns, se não foda-se, a vida é assim mesmo.

o portella desfilou uns 300 mils (MILS) preconceitos na aula: entre eles afirmar aquele mito do carioca preguiçoso, calcado na cultura do "tô nem aí". fico querendo mandar esse povo pra morar em caxias e pegar av. brasil* todo dia pra chegar ao trabalho, gastando mais de 10 reais em condução e ganhar um salário mínimo que não dê conta nem do miojo.

uma música para o ópio do povo:




*botei no google pra ter certeza de que não tava a falar besteiras.

11.2.10

descobertas

meu prédio tem um cheiro específico, sabe, um cheiro que se encaixa em algum lugar entre mofo e casa de velha-dos-gatos, mas tenho medo de que eu não possa mais identificá-lo depois de morar aqui muito tempo.

depois de 23 anos meus e 56 de minha mãe, descobrimos que em restaurante onde o must do cardápio é hambúrguer, não se deve comer vegetarianamente. casa de ferreiro, espeto de ferro, mesmo. no joe & leo's não sabem fazer salada, quem diria? não devem nem lavar alface direito, só em punição por você não comer cadáveres de vaca. pedi um hambúrguer feito de lentilha, cenoura, abobrinha, linhaça e coisas assim, acompanhado de salada verde e batata rostïe. parece uma ótima combinação, não é? péééén. errado! parece que você tá pastando em vidas secas, parece que você tá comendo papel. a comida não tem um pingo de molho! não tem nada na preparação que seja molhadinho, você engole tudo esturricadamente. e nem pra ter refil de refrigerante, como é de praxe nessas casas que macaqueiam o modo se ser americano...

depois de muito relutar com a profissão de professora - que parecia caminho-único para quem fazia letras -, foi vendo a onda que atinei que devia tentar mesmo pegar uma turma de monstrinhos... foi uma cena específica: a do professor lendo redações sobre o experimento. alguma coisa no papel almaço - unificado - e nas letras e cores de caneta - diversificadas - me chamou atenção. acho que quero ver essas diferente letras, sobre um mesmo tema, relatando algo importante da vida de alguém. alguma coisa de uno e diverso deve se manter. como a vida, um microcosmo de macrocosmo. e posso sair dessa umbigação que é só eu escrever, só os meus colegas de trabalho escreverem. posso compartilhar, posso realmente ajudar e ver as pessoas conseguirem se expressar de modo satisfatório (pra elas).