de sofrer e amar, a gente não se desfaz.
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29.10.12

um pequeno momento, um jeito, uma coisa assim

minha vênus está loquíssima. saravá!

ou: quantos esoterismos cabem num post?


11.12.11

no 91o aniversário de clarice

já quase não tá doendo.

mas.

precisa de segurar a sagitansiosa em mim. "sagitansiosa" é um termo cunhado por samuel na ânsia de nomear aquela nossa sede de viver e amar. que nem "sagitaquário" é aquele ser "age of aquarius" que habita em nós e que nos movimenta.

Sou o único homem a bordo do meu barco.
Os outros são monstros que não falam,
Tigres e ursos que amarrei aos remos,
E o meu desprezo reina sobre o mar.

Gosto de uivar no vento com os mastros
E de me abrir na brisa com as velas
 [sophia de mello breyner andresen.pirata]

26.10.11

revista, signo, blog, num sei quê lá



  • acordei com essa música na cabeça, fiz meu breakfast e vim procurá-la enquanto comia: é uma delícia ouvir isso aí de manhã. sei muito bem que samuca se viciou na ruiz (na raiz da ruiz) e foi da maior importância eu ter topado com esse vídeo antes da versão da gal, pra ter a chance de de repente ele não ter visto ainda e se maravilhar. adorei a interpretação, tem umas coisas debochadas - imprimidas naquela voz preguiçosa que a gente faz quando não quer articular as palavras. a verdade é que eu fiquei presa nesse círculo de otário, gal bethânia elis clara, e tenho o maior preconceito com cantoras mais jovens da êmepêbê - quando na verdade é mentira: eu só ouço mesmo bethânia e até pra ouvir a gal levou um tempão, mas gostei do que vi. a mesma coisa pra clara nunes: que feeling, meodeus. mas gostei dessa tulipa, sim (e que nome de pais hippies, nem sei se é o nome dela de verdade - evocou essa coisa de pseudo-flautista-pseudo-militante-pseudo-pobre-que-mora-em-santa-teresa de que o povo anda falando tanto mal... [e que na verdade acho isso um papo de otário, num sei quê lá]).

    e olha que o vídeo é produzido pela veja - ou seja, namorada de comunista não pode nem pensar em.
  • eu minto muito (mas minha voz não mente): na verdade eu acordei com lovesick blues, nessa versão deliciosa em que a norah jones finge que é fancha e canta pra uma mulher - quando a versão standard pras mulheres (patsy cline etc) é cantar HE e não SHE, GUY, e não GAL. mas a música da tulipa fez muito melhor pra mim do que ouvir "lovesick". talvez isso queira dizer que eu já superei certas coisas a respeito de abandono, já tô no esfriamento irônico e não tô "sittin' here feeling sorry for myself". pois, acordei com "lovesick" na cabeça e tinha sonhado com alturas. era eu passeando sozinha num metrô ETERNO na itália (acho que era roma, que não conheci), tentando chegar num museu no meio do nada. mas eu tinha dormido no meio da viagem e chegado ao fim da linha, daí fui perguntar pra um italiano com cara de tarado - falando um italiano totalmente cagado pra misturar com inglês - como é que chegava na estação tal. ele ficou pensando, pensando e decidiu que no fim o trajeto que ele tinha sugerido ia tomar tempo demais, que era pra eu perguntar no guichê da estação final em que a gente ia descer.

    no guichê já cheguei direto falando inglês, tentando me fazer entender, e aí a mulher foi checar as informações alhures, chamou um outro cara pra me explicar - e eles falavam português de portugal entre si. quando eu descobri que falavam português ficou tudo mais fácil, mas a sensação geral era que eles queriam ficar me prendendo ali e não me ensinando porra nenhuma, e eu não sabia como sair - ou seja, me prendia àquele lugar, de qualquer forma. no meio da espera, recebia um sms da isis com uma mensagem carinhosa e embaixo uma cifra de uma música que fale da nossa situação, mas dizendo que me queria. e enquanto isso eu achava que todos queriam ficar comigo, e davam em cima de mim.

    era só sair da estação de metrô que tinha um lugar com piscina bacana e vazio, e só os locais frequentavam-no. eu fiquei just chillin' lá e acordei (com a música na cabeça).
  • por exemplo, morar com o jun tem me feito um bem que é o seguinte: ele compra as coisas de modo que eu não preciso comprar. ele trouxe essa semana aquela "trip" temática de diversidade sexual, que eu tinha curtido, já, nas internets. tem uma matéria sobre uma amoreba (adorei o nome), uma comunidade (citadina) de gente que se ama tudo junto, num novo modelo de relacionamento. fiquei com vontade de conhecer - e se eu levasse mais um pouquinho de tempo não tendo encontrado o amor, eu ia querer morar lá com eles.

    e aí tem a vantagem de a gente ler algumas outras revistas, coisa que desde o fim da minha assinatura de "piauí" eu não fazia. um pouco entre besteira e coisa séria, é uma sensação de estar fazendo mais do que lendo aqueles horóscopos errados que saem. e a gente fica naquela de perguntar o meu signo, escorpião sagitário, num sei quê lá o tempo todo, quando na verdade não tem signo nenhum que explique o por quê de a gente ser tão cagado assim.
  • o que eu ia falar de blog que não tem nada a ver com isso tudo acima: estive pensando num grupo muito restrito, geracional, que somos eu e dois amigos que ainda escrevem em blogs. não é pouca coisa, se a gente pensar que as redes sociais tão aí e tudo evolui paulatinamente para o grunhido, como diz o saramago. a gente fala cada vez menos, mas fala o tempo todo no twitter e facebook. e nada gera o devido tempo de reflexão, é reblogagem e repetição o tempo inteiro - que também tem as suas vantagens, eu admito: senão não tinha contas nesses lugares e também no tumblr. mas o fato de a gente sempre voltar ao blog, ao nosso moleskine que seja - onde eu tenho escrito as coisas mais interessantes dentre as que tenho escrito - quer dizer alguma coisa (que ainda não sei o que é). mas o motivo dessa minha abertura de tópico foi, nomeadamente, os blogs de samuca - que acompanho desde 2001, vão 10 anos, e de rafa, que leio desde 2006. o que faz a gente continuar sendo interlocutor um do outro depois de tantos anos? e postar coisas parecidas, mas diferentes, fazendo referências um ao outro? e um traduzir o outro tão frequentemente?

    é uma modalidade contemporânea dos grupos e revistas literários, de repente - ou, mais modestamente, aquela coisa de que a clarice fala, às vezes, sobre pertencer:
Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. (...)
sinto-me no entanto feliz de pertencer à literatura brasileira. Não, não é por orgulho, nem por ambição. Sou feliz de pertencer à literatura brasileira por motivos que nada têm a ver com literatura, pois nem ao menos sou uma literata ou uma intelectual. Feliz apenas por "fazer parte".

(in: A descoberta do mundo. crônica de 15 de junho de 1968)

6.12.10

i've looked at life from both sides now

quando eu acho uma música sensa, e cismo com ela, eu não descanso até assistir a todas as versões tocadas pelo artista disponibilizadas no youtube. engraçado como antes a joni era quase um samba de uma nota só, aquela melancólica blue note que evocava tempos tristes, tristes denises. e agora o fato de "really don't know life at all" dá um alento: saber que há outras perspectivas a conhecer me deixa mais perto de uma verdade mais global. saber que estamos sempre incompletos e tentando aprender e evoluir, fadados a "win and lose/ and still somehow"... ainda assim... perder (ou ganhar) não é tudo. as coisas vão mudar. anicca.

encontrei o meditador com mais sancara de relacionamentos passados (igual "fantasma dos natais passados") do mundo. vi as coisas from both sides, now. vi que não é: "só eu que posso chorar/ quando estou triste, só eu". a vida é de segundas, terceiras, milésimas chances de acertar (e desacertar, e errar pelos caminhos - viver é muito perigoso). e não é uma eterna repetição do mesmo, mas o ser se manifestando de muitas maneiras, como já dizia o heráclito-brother! o real te pedindo pelamordedeus pra se ligar na boniteza disso tudo...

tears and fears and feeling proud
to say i love you right out loud

dezembro é um mês de provação, nem que seja pelo caráter retrospectiva 2010 que ele incita. esse ano foi o melhor dos últimos 4, pelo menos. estou ficando mais esperta (e não mais ao-contrário). fazendo eco ao meu amigo prafrentex sagitário-aquário, eu só sei que cairei num ano que não sei onde vai dar, exceto que preciso ter uma dissertação pronta no final dele. então toda semana vai ser tipo um domingo, 6 horas da tarde, em que dá aquela agonia de não ter feito o dever de casa de segunda-feira.

esse post foi o post em que mais usei a sequência -ndo na minha vida!

10.9.10

só um comentário

acho um máximo esse meu desapego sentimental(oide) proporcionado pela combinação sagitário-aquário. maioria das vezes vem bem a calhar!

7.9.10

até que meu dia do sexo foi legal.
cheguei à pista pra bater cabelo e o door me disse:

- fernanda, feliz dia do sexo!

(acho que ele é redator do personare)

27.3.10

a n o t h e r t r a i n o f t h o u g h t t o o h a r d t o f o l l o w



eu não paro de ler isso pra ver se entendo:

não se impressione muito com acontecimentos imprevistos e coisas que lhe soarão como maluquice total, do estilo de alguém lhe dizer uma coisa e na "hora h" fazer outra totalmente diferente, ou você determinar-se a algo e então perceber que não estava de fato assumindo um compromisso persistente.

e nem adianta samuca falar mal do personare. foi ELE que me contou a verdade. a susan miller me iludiu!

o blue acaba rápido demais. ouvi duas vezes seguidas e parece que eu acabei de colocá-lo pra tocar e já chega em "last time i saw richard".

24.3.10

observe uma tendência a passar tempo excessivo ao telefone, ou escrevendo e-mails, papeando na internet, falando demais.


tá bom, personare, entendi. vou sair da internet e estudar!

16.9.09

should i stay or should i go?

fui olhar, o meu personare tá uma confusão, viu...

o melhor momento do ano para associações, coligações, acordos. A coisa vai desde um namoro firme, até um melhor entendimento com alguém com quem você já namore (...)
É um bom momento para atividades sociais, Fernanda. Convém sair mais com as pessoas, circular nos ambientes, fazer-se ver.

e também:

surtos de melindre emocional, pois há o risco de você sentir que as suas emoções estão mais afetadas do que o normal, com risco de ataques de impaciência e irritabilidade, sobretudo com as pessoas mais íntimas, como familiares, amigos mais próximos e amores.

É um momento de maior recolhimento emocional, e não convém envolver-se em muitas atividades sociais nestes dias.