mas tenho a impressão de que isso aqui é que nem jornal, se a gente não lê todo dia (se eu não escrevo todo dia) fica meio perdido sem saber qual acontecimento se relaciona ao quê.
stravinsky é um pouco a cara do foucault, meu pau de óculos...
de sofrer e amar, a gente não se desfaz.
e dos venenos humanos
sois a mais fina retorta
frágil, frágil como o vidro
e mais que o aço poderosa!
gosto de me sentir no mundo com a cinda. outro dia nos deixaram lá na praça onze, entramos no metrô, tudo depois de uma aula sobre o futurismo. passamos por vias com antenas que se semelhavam com teias de aranha com as pernas abertas para o céu e… balcões, prédios inteiriços, tudo muito colorido e acaixotado.
entrei no vagão, ela me contava absurdidezes sobre poetas por ela apaixonados, poetas narcisistas como os amantes das abnegadas não podem ser. “mas amor a gente não recusa – nem de padre”. aquela aura de fora-do-tempo, que eu só encontrava nas montanhas e nos descampados, esteve na cidade!