de sofrer e amar, a gente não se desfaz.
Mostrando postagens com marcador bilinguismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bilinguismo. Mostrar todas as postagens

12.4.12

I was once
     - oh where was I?
maybe Canada
Sitting in a café
waiting for a chance to drop
for me to take turns
    with my fate
    on rulling my life

Destiny would say "You wait on too much"
I would answer "I don't think my life has begun yet" -
and I would sip weird muddy orange juice
made in a filthy side-of-the-road bar -- or would
I drink overpriced Starbucks coffee thinking
this was the chance of engaging in something important
of which I could later do storytelling

    There were then two round arrows each one poiting
                                       to whence the other came

I still had no idea I was living yet,
gathering a repertoire of stories
I would later narrate in poems
                        (lousy ones, too)

And I remember this particular guy and how
he smelled to me like
too much perfume but it was
perfect and made me want to
                   float above
                     his neck
kissing here
and there
until
I keep sitting on these tables with water dripping from air conditioning, this dumb luck of sticking to randomly chosen places that were already taken.

You giving me a silence treatment       I still asking you out, this time because I really don't have anything to lose, because in spite of all I do want for us to be friends, your closeness is not, I don't think, something I would stand to lose. I don't mind us not fucking again, once was more than enough for you to show how lovely you are in every aspect of your life, plus one unreturned phonecall, text, facebook tag was more than enough for me to get the message you don't want me to fall in love
(too late)
and still I think you did fall a little for me too but something kept you away.

20.3.12

i wish i'd known what it took for me to be with a girl like you.

19.3.12

I opened the book:

These pages right at the end intrigue me:
There are about 5 of them
left blank

So before reading
I take note:
it is the 10th of January
In the afternoon
I see a folded page
corner somewhere
between the middle
and the end

Verse says: "After all I was married twice"
(but the cuts do not match)

Anne is so nice to me
I can't even begin to compare here with my most recent wife.

I wonder: what was she like with both her husbands?
- and - 
Will I ever get a second chance?
When we separated I'd left an Anne
Carson book at her house.

It was very hard meeting her afterwards
and getting it back.
Perhaps libraries shouldn't ever
be repossessed.

If it was the other way
around I would have surely
kept the book and start reading it
the minute she left
up until
I found something there
(an answer)

But things are not like that.

She never read the books
I gave her all the way
                        through anyway
And I wouldn't have found and answer
                                  But perhaps
I would hold on to something of hers
until it became her
or
until it was no longer
                        lover
her
And it became mine
Something  of a part of me
who no longer
longed for her.

All of this I read in one verse
And wrote it in the back of the book.

[1-10-2012]

26.10.11

revista, signo, blog, num sei quê lá



  • acordei com essa música na cabeça, fiz meu breakfast e vim procurá-la enquanto comia: é uma delícia ouvir isso aí de manhã. sei muito bem que samuca se viciou na ruiz (na raiz da ruiz) e foi da maior importância eu ter topado com esse vídeo antes da versão da gal, pra ter a chance de de repente ele não ter visto ainda e se maravilhar. adorei a interpretação, tem umas coisas debochadas - imprimidas naquela voz preguiçosa que a gente faz quando não quer articular as palavras. a verdade é que eu fiquei presa nesse círculo de otário, gal bethânia elis clara, e tenho o maior preconceito com cantoras mais jovens da êmepêbê - quando na verdade é mentira: eu só ouço mesmo bethânia e até pra ouvir a gal levou um tempão, mas gostei do que vi. a mesma coisa pra clara nunes: que feeling, meodeus. mas gostei dessa tulipa, sim (e que nome de pais hippies, nem sei se é o nome dela de verdade - evocou essa coisa de pseudo-flautista-pseudo-militante-pseudo-pobre-que-mora-em-santa-teresa de que o povo anda falando tanto mal... [e que na verdade acho isso um papo de otário, num sei quê lá]).

    e olha que o vídeo é produzido pela veja - ou seja, namorada de comunista não pode nem pensar em.
  • eu minto muito (mas minha voz não mente): na verdade eu acordei com lovesick blues, nessa versão deliciosa em que a norah jones finge que é fancha e canta pra uma mulher - quando a versão standard pras mulheres (patsy cline etc) é cantar HE e não SHE, GUY, e não GAL. mas a música da tulipa fez muito melhor pra mim do que ouvir "lovesick". talvez isso queira dizer que eu já superei certas coisas a respeito de abandono, já tô no esfriamento irônico e não tô "sittin' here feeling sorry for myself". pois, acordei com "lovesick" na cabeça e tinha sonhado com alturas. era eu passeando sozinha num metrô ETERNO na itália (acho que era roma, que não conheci), tentando chegar num museu no meio do nada. mas eu tinha dormido no meio da viagem e chegado ao fim da linha, daí fui perguntar pra um italiano com cara de tarado - falando um italiano totalmente cagado pra misturar com inglês - como é que chegava na estação tal. ele ficou pensando, pensando e decidiu que no fim o trajeto que ele tinha sugerido ia tomar tempo demais, que era pra eu perguntar no guichê da estação final em que a gente ia descer.

    no guichê já cheguei direto falando inglês, tentando me fazer entender, e aí a mulher foi checar as informações alhures, chamou um outro cara pra me explicar - e eles falavam português de portugal entre si. quando eu descobri que falavam português ficou tudo mais fácil, mas a sensação geral era que eles queriam ficar me prendendo ali e não me ensinando porra nenhuma, e eu não sabia como sair - ou seja, me prendia àquele lugar, de qualquer forma. no meio da espera, recebia um sms da isis com uma mensagem carinhosa e embaixo uma cifra de uma música que fale da nossa situação, mas dizendo que me queria. e enquanto isso eu achava que todos queriam ficar comigo, e davam em cima de mim.

    era só sair da estação de metrô que tinha um lugar com piscina bacana e vazio, e só os locais frequentavam-no. eu fiquei just chillin' lá e acordei (com a música na cabeça).
  • por exemplo, morar com o jun tem me feito um bem que é o seguinte: ele compra as coisas de modo que eu não preciso comprar. ele trouxe essa semana aquela "trip" temática de diversidade sexual, que eu tinha curtido, já, nas internets. tem uma matéria sobre uma amoreba (adorei o nome), uma comunidade (citadina) de gente que se ama tudo junto, num novo modelo de relacionamento. fiquei com vontade de conhecer - e se eu levasse mais um pouquinho de tempo não tendo encontrado o amor, eu ia querer morar lá com eles.

    e aí tem a vantagem de a gente ler algumas outras revistas, coisa que desde o fim da minha assinatura de "piauí" eu não fazia. um pouco entre besteira e coisa séria, é uma sensação de estar fazendo mais do que lendo aqueles horóscopos errados que saem. e a gente fica naquela de perguntar o meu signo, escorpião sagitário, num sei quê lá o tempo todo, quando na verdade não tem signo nenhum que explique o por quê de a gente ser tão cagado assim.
  • o que eu ia falar de blog que não tem nada a ver com isso tudo acima: estive pensando num grupo muito restrito, geracional, que somos eu e dois amigos que ainda escrevem em blogs. não é pouca coisa, se a gente pensar que as redes sociais tão aí e tudo evolui paulatinamente para o grunhido, como diz o saramago. a gente fala cada vez menos, mas fala o tempo todo no twitter e facebook. e nada gera o devido tempo de reflexão, é reblogagem e repetição o tempo inteiro - que também tem as suas vantagens, eu admito: senão não tinha contas nesses lugares e também no tumblr. mas o fato de a gente sempre voltar ao blog, ao nosso moleskine que seja - onde eu tenho escrito as coisas mais interessantes dentre as que tenho escrito - quer dizer alguma coisa (que ainda não sei o que é). mas o motivo dessa minha abertura de tópico foi, nomeadamente, os blogs de samuca - que acompanho desde 2001, vão 10 anos, e de rafa, que leio desde 2006. o que faz a gente continuar sendo interlocutor um do outro depois de tantos anos? e postar coisas parecidas, mas diferentes, fazendo referências um ao outro? e um traduzir o outro tão frequentemente?

    é uma modalidade contemporânea dos grupos e revistas literários, de repente - ou, mais modestamente, aquela coisa de que a clarice fala, às vezes, sobre pertencer:
Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. (...)
sinto-me no entanto feliz de pertencer à literatura brasileira. Não, não é por orgulho, nem por ambição. Sou feliz de pertencer à literatura brasileira por motivos que nada têm a ver com literatura, pois nem ao menos sou uma literata ou uma intelectual. Feliz apenas por "fazer parte".

(in: A descoberta do mundo. crônica de 15 de junho de 1968)

11.10.11

y entenderás
en un solo momento
qué significa
un año de amor

[luz casal]

10.10.11

The Water Theory

 we have to keep reminding ourselves, over and over: "This is water, this is water."
David Foster Wallace 
I need some water
To be immerse in water
When one’s in the water
One feels like they’re back on the womb

Separation and dryness is like
When I was about seven
And my parents had just divorced
I used to hear the same song while going to school

It was my mom’s mourning
While she drove me every morning
Later that year I found out
That my dad had given her

That cd for her birthday
He held a copy of it
In his new apartment
But when I asked about it he said it was bullshit

He didn’t like New Age
In fact, he was always a bit of a Neanderthal
But I would learn to love him dearly
Even though he once forced me out of the womb.

25.6.11

alexis bledel, i could just watch you forever, no matter what crappy movie you are in.

6.6.10

and your ease and i do want more

i know we're dying and there's no sign of a parachute.

we scream at cathedrals, why can't it be beautiful?

(so we pray to as many different gods as there are flowers, and we call religion our friend)

2.4.10

21 things i want in a lover

  1. do you LOVE me?
  2. are you articulate?
  3. doesn't have problems telling what you feel
  4. does your ex leave you alone?
  5. does you ex want to have sex with the both of us? (cause that'd be weird)
  6. do you read tons of books?
  7. do you enjoy real music? and appreciate the bad...?
  8. are you out of the closet?
  9. are you able to go to the cinema on a week day?
  10. would you be ok about drinking alone at your apartment on a week day?
  11. are you inclined to spiritual behaviour, meditation, yoga?
  12. are you constantly trying to be a better person for yourself?
  13. do you enjoy helping others (for instance, me)?
  14. are you interested in leading a life up close to your girlfriend, building a relationship together & working on it?
  15. do you PLAY MUSICAL INSTRUMENTS?
  16. are you any good in bed, at least interested in sex?
  17. do you have all senses and all toes?
  18. can you drive a vehicle?
  19. are you a family person?
  20. are you gentle?
  21. do you like travelling?
ding! ding! ding! we have a winner!
send your resume to.... well, put your comment here:

7.8.09

can you lick my wounds
as i call you god

25.4.09

she works sometimes as a nanny and plays at the subways stations for spare change, and then one day someone came and offered a gig venue and then she went. she sang, sang, sang folkish foolish music realizing nothing was really new and nothing was really true, plus she had to put up with drunk middle-aged men who never appreciated her being there. but then she made friends with the guy who flipped hamburgers there couple hours before the diner turned into pub. one night he gave up an audiction for the casting of ROCK N ROLL at the only theatre in town - knowing the only actors in town would do well without him - and stayed to watch her perform. he was not an employee at that point, much less drunken middle-aged man.

but this is not a story about a love affair between artists, since he wasn't really an actor, he just flipped burgers and she wasn't a singer more than she was a sitter. either way, there was no love connection between them, and no, he wasn't gay just because he wanted to be an actor. actually he wanted to be one just as much as she wanted to pursue singing. she never wrote her own material but one night they got out of the pub and just got stinking drunk and they made up a comedy musical song.

(...)

18.4.09

pra não deixar o trema na mão.

vamos falar alemão!

küssen.

11.3.09

hoje eu sonhei contigo, amor, nem te digo...

acordei super assustada, choramingando, com o surrealismo do meu sonho.
eu não vou nem tentar encadear as imagens que me vinham numa narrativa lógica...

- porque dizem que nós sonhamos com imagens e depois ficamos tentando achar ordenação pra elas. daí o cão andaluz de buñuel fez muito sentido pra mim -

mas rolava eu e o pessoal de poética, depois da defesa de alguém, num lugar meio grajaú-fim-de-linha. a gente sentava pra comer/beber, e até foi parar no telhado (parecido com debaixo da mangueira do pedro II. tenho sonhado muito com o meu colégio...).

jun era queimado com uma coisa que vinha do céu e começava a rir, que estava numa área de risco, e que finalmente isso acontecera com ele. ele se agarrava em mim e eu o ajudava a correr dos foguetinhos que apareciam pelo céu e pelo chão que queimavam a gente. mas às vezes eu lembrava que se ele ficasse muito encostado em mim eu ia ficar queimada também, e meus membros ficariam tortos.

estava na FLIP e isso começava a acontecer, era um lugar parecido com disney com o qual já tinha sonhado antes. só que no fim, eu descobri o que fazia a gente ficar doidão E queimado: eram uns incensos do tamanho de fósforos que ficavam queimando pelo chão. se a gente não desviasse dele ficava queimado e molenga, que nem a cera de uma vela. daí me ocorreu que era só tacar água em cima, e apagar o bagulhinho. o thiago e alguns conhecidos DO MAL é que espalhavam isso pela FLIP (que tinha um prédio só pra teatro e um camarim imenso, parecido com a infra-estrutura de um navio com o qual eu já sonhei antes), e estavam atrás de mim porque eu tinha descoberto como eles faziam isso... eu tentava recrutar pessoas pra apagar os fósforos, mas todo mundo só queria saber de ficar doidão. o andré mongol até começou a me ajudar, mas foi parar no colo de alguém no final. taquei um tipo de adoçante (zerocal) melado num fosforozinho e ele se transformou numa pilha tamanho D que rodopiava e emitia coisas azuis e queimadoras se a gente deixava encostar na pele - tipo um cd no microondas.

e aí eu lembrei - acordada - que sonho é pra ser isso mesmo. um monte de acontecimentos embolados, imagens que você já viu antes, que prescindem de lógica, explicação e narrativa para aparecerem juntos, mas que, se você tentar tirar um sentido da coisa, vai sair um monte de interpretação bizarra do seu inconsciente. ou sei lá da onde. s.n.goenka (a.k.a. business man) diz que "não existe inconsciente, até quando não estamos controlando, ou sonhando, as sensações estão aí, e ficam se registrando na gente" (um negócio assim, eu não posso escrever no retiro, então nem lembro...), o que pra mim logo evoca "o que em mim sente 'stá pensando", do pessoa. agora não sei se o que ele disse foi SUBCONSCIENTE, o que faz uma diferença... o efeito era: quando estamos sonhando, não são níveis do (in/sub/des)consciente que vêm à tona - até quando estamos sonhando somos conscientes.

e quando eu fui dormir eu li uma frase de ronaldes de melo e souza que dizia algo assim: "a consciência da ilusão jamais elimina ilusão da consciência", que deveria rebater o argumento do guru (já que ele não é um iluminado).

graças ao borges (o jorge luis, não o moto) eu tenho esse fragmento de shakespeare:
we are such stuff as dreams are made on
tá bom, somos essa coisa. mas o que é esse AS? seria um ás na manga do tio will? chegou o tradutor do borges e botou lá: "somos aquela matéria de que os sonhos são feitos". eu até tinha aceitado isso passivamente, mas aí fui ler em inglês, direito: "we are such stuff as dreams are made on". somos a coisa enquanto os sonhos são feitos? somos a coisa EM QUE os sonhos são feitos? será? os versos completos, n'a tempestade, dizem:

we are such stuff
as dreams are made on, and our little life
is rounded with a sleep
nós somos essa coisa. enquanto os sonhos são feitos, nossa pequena vida é rodeada por um sono.
a tradução moderna foi e fez isto:
We are similar stuff to that
That dreams are made of, and our little life
Is surrounded with a sleep.
ou SEJE: que merda, esse shakespeare morreu antes de terminar essa peça. foi COROADO (rounded) com o sono mortal.

16.2.09

the day i managed to see the film all the way through.

a psychiatrist would ask

- how do you feel?

and perhaps it is urgent to realize the difference between HOW we feel and WHAT we feel.

that way we are never prepared.

some people may be right part of the time. some people may be wrong part of the time. but we all can't be all right all of the time. i think abraham lincoln said that.

i'll let your be in my dream if you let me be in your dream. i (bob dylan) said that. - how cool alienation can be.

i mean, why do we waste this huge amount of time judging and putting people into boxes - that is: that movie is deterministic, or he is too idealistic, which is to say: she is alien-ated.

what is to be alien-ated?
what if it is like being alien?
which is what we ARE. we are always others. hell is others. maybe never ourselves.

examine the nature of everything you observe.
try switching off the lights. look at a digital clock.

let's... umm... try to stop the next great-looking person out on the streets and fucking chat with them. don't let them pass and vanish. maybe they'll have a great soap-opera project.

films have the awareness of being multi-layered. there is a reality and then there is someone playing that character, pretending to feel and talk like that.

dreaming is like being dead; and... it is much like being alive. but when you're dreaming - you're actually living.

19.1.09

palavra de ordem: CONTEMPORIZAR

tá todo mundo sentindo minha vibe.
ou a vibe de 2009.

sei que canto e a canção é TUDO.

ACHO que é melhor mudar logo a fonte do blog.

na verdade estou me irritando um pouco com esse negócio de itálico que cismou em aparecer aleatoriamente no post.

estou aprendendo a não reprimir tanto a minha raiva. eu preciso let it out sometimes pra não explodir na cara de quem não a merece. :P

então

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah

amanhã vou viajar pra contemporizar um pouquinho.

sendo houaiss: contemporizar = dar tempo ao tempo.

sendo manuel: com-tempo-rizar = estar COM o tempo, se mover COM o tempo, estar NO tempo, imergir NO tempo e NA linguagem, originariamente...

"nesta dimensão".

quer dizer, PREFERENCIALMENTE NESTA.

em outra eu acho que eu não vou conseguir chegar ainda (ou de novo).

why do i feel frantic when i first wake up in the morning?