este senhor, luis
adriano carlos, quer me fazer acreditar que a poesia de sophia (o que seria de nós, sophiáticos - não sofistas - sem esse eco apropriador?) é um elenco de características metafísicas que nem as que aprendemos na escola, com os movimentos literários. diria estamira: AAAAH NUM DÁ!
a nossa mãe é sempre um saco quando visita a nossa casa: nada está limpo, arrumado, inquebrado o suficiente. o bom era se morássemos com elas, situação em que ela nos cobraria 24 horas por dia para providenciar um arranjo pro que estivesse fora dos eixos. quando tudo está organizado, são coisas da esfera externa que precisam de um ajambramento: sua vida amorosa, problemas no banco, visitas que você precisa fazer, contratos (sociais ou físicos)... enfim, sempre uma cobrança sem fim. mas o pior é aguentar a mãe dos outros na sua casa. perspectiva é tudo, a sua mãe parece um anjinho e não aquela mala sem alça. portanto, coloco o meu aviso de porta "me deixa em paz", da mafalda, e me fecho na minha singularidade.
com essas chuvas todas na região serrana, dou graças a todos os santos, mamãe oxum de águas doces, por ter deixado minha mãe vir pro rio antes do dilúvio. ilhada ao contrário por uma semana, ela já está se coçando para voltar à sua casa - que continua inteira, graças a oxum e yansã!
não me canso de fazer listas do que empacotar e o que resolver antes de ir. meus escritos ficam sempre em último lugar porque
i'm a big old fat procrastinator. e esse post é exatamente isso!(lembro de quando eu e samuca descobrimos essa palavra com tantos
rr. acho que ele ouviu no
saia justa e ficou testando na língua)
para finalizar, minha tia, moradora do porto, em cuja casa planejava ficar por esses meses, resolveu morrer duas semanas antes de eu ir. pena não ter te dado um beijinho nessa tua cabeleira branca! achei um volume d'os lusíadas com que você presenteou teu irmão, meu avô, com quem você já deve estar jogando buraco aí no céu, pelo aniversário dele de 1980! (foi um ótimo presente, eu adorei)