de sofrer e amar, a gente não se desfaz.
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16.5.10

dez anos atrás, ouvindo legião urbana



estive perto de entender "lá em casa tem um poço/ mas a água é muito limpa", mas como demorei pra fazer o post, já esqueci o que tinha pensado. a verdade é que as letras da legião têm imagens bem estranhas e sem sentido, com uma intenção política subjacente. seria uma sátira que ninguém entende...

mas voltei a viver como dez anos atrás, quando ainda não vivia essa questão de desemprego, falta de dinheiro, tempo passando e amigos afastados. mas tinha uma nostalgia futura de como isso pareceria. me lembro de subir a rampa que dá para o ginásio do pedro II pensando nessa letra - às vezes cantando com a bethânia -, em como dali a dez anos (hoje, 2010) estaríamos procurando emprego, talvez formados em uma faculdade, talvez destituídos de todos os nossos sonhos... e hoje a letra de "teatro dos vampiros" - apesar de não ter mais vamp na TEVÊ - fala comigo demais...

23.3.10

tem umas coisas que não largam de mim, tipo assim: "morning song" ou "you were meant for me", da jewel, quando acordo. isso acontece desde que eu conheci a jewel, quando tinha meus 11 ou 12 anos.

e aquela parte:

pretend we're perfect strangers
that we never met
"my, you remind me of a man i used to sleep with
that's a face i'd never forget"


é super estranha. imagino dois velhinhos, numa entrada de casa (gente, como se traduz "porch"?), tomando chá e o outro café, e a mulher falando: "caramba, eu costumava dar pra um cara... parecido com você..." I DON'T KNOW YOU ANYMORE.

quê que eu tou falando?

bom dia!

17.3.10

mendes II

a coisa que pior funciona com a minha internet é o twitter. que reiva!

(estou ouvindo uma cigarra cantar ou é impressão minha?)

[sempre que eu ouço cigarras, lembro de mendes, sítio dos meus avós da minha infância - umas chuvas dessas de santa bárbara -, chegar e ver aquele muro daquelas terras, subir uns morros - tudo parecia infinito de grande. tinha mosquitos, muitos mosquitos, precisava a gente se lambuzar de repelente e depois botar a boinha pra pular na piscina - essa ordem de fatos era importante; uma vez eu pulei sem boinha e lá foi minha irmã, que lia um livro, de livro e tudo dentro da piscina só pra me abraçar. essa era a vida: eu tomava mingau, comia tangerina, e chovia à beça, sempre. naquele cheiro de mato no encharco guardei muitas felicidades.]

15.10.09

lendo um pouco do blog da prima do jun eu fico meio com pena de o geocities ter jogado fora meu blog com posts do 15-17 anos.

(não jogou)

12.6.09

mendes

da infância: parede pela metade com janela, frio de rachá-la e a chuvinha pontuando o girar de clube da esquina. come tangerina guiúguiú deixando os bagaços. a consciência de que a cena ficará guardada em algum lugar pra ser pinç[el]ada dali a dezessete anos. eu devia saber viver, mas sabê-lo não era importante, então eu só vivia.

8.6.09

da infância me vem rainha da sucata e o casal mais antológico da tevê. a química era tão grande que resiste décadas: antônio fagundes e cláudia raia. é até sonoro, vocês vejam.