não estar apaixonada, viu, é meio ruim, porque não tem aquela direção do "every song has a you/ a you that the singer sings to/ baby you're
it this time". ontem pra conseguir dormir depois de ter tomado muito café foi difícil. talvez eu devesse ter saído mesmo sem dinheiro e com o
rafa tendo ido embora. "tem doído", no fundo é isso - a dor da não-paixão. talvez rafa tenha razão, viu, estar sempre apaixonado é uma necessidade que nossos corações superromânticos têm.
veja, o último post de rafael costa tem como título "
sofro como nina, ai de mim", e nessa onda astrológica em que me encontro desde que descobri o
personare, um ano atrás, tento entrar no orkut e saber qual é o signo dele, mas ele deletou. os desapegos, né?
enquanto isso, eu revisito os recados online de um ano atrás e vejo-me transbordantemente apaixonada por umas cinco pessoas ao mesmo tempo - aquelas movimentações súbitas que minha vida amorosa dá - e todas elas impossíveis, marinheiras, moram longe, aquelas coisas. aquelas feridas de amores que dariam certo se apenas morássemos a 12 km de distância, e não 600, mas a vida não é capaz de me presentear com isso.
e eu que dizia que essa casa nova não me dava tesão, tive sonhos eróticos - em tempos de recolhimento afetivo - e paguei pela língua
(no pun intended). é o que dá ter ido dormir ouvindo "accidental babies" e acordar com o barulhinho de "slow like honey"- que tocou sem querer porque não travei o ipod - inexplicavelmente se conectando com meu sonho.
é por isso que falei que é difícil não ter o
you para ligar cognitivamente a estas músicas. não tenho o you nem fisicamente nem em pensamento. até em fantasias eu não sei ser objetiva e minha mente divaga procurando um alvo fixo, mas sem saber com que ele se parece. EU FINJO TER PACIÊNCIA!