de sofrer e amar, a gente não se desfaz.
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14.7.11

you cringe at the thought of living under the same...

minha namorada hoje me disse assim: "tenta não me ligar hoje...". ao que ri, eu acho tudo engraçado. é que a gente acaba se atrapalhando mutuamente, nessa fusão entre sadia e perdigão.

(por que disse duas marcas de SALSICHA?)

descobri esses dias que o "u" de "bent 4 u" in: feast on scraps não se refere a um só corno, mas a todos os homens com que a alanis se enganchou. de modo que, sendo segunda pessoa do plural (vocês, e não você), não reflete um único padrão de comportamento dela com um indivíduo, mas todos os motivos pelos quais ela fica de 4 for them, e pelos quais fica chata ("i don't get clingy much"), e pelos quais se submete às vontades deles, se anulando sempre. tentando "se transformar para combinar com eles". e descobri também que essa música tem algo a ver com "moratorium", é um preâmbulo com anos de distância para aquela frase: "i declare a moratorium on things-relationship".



esse negócio de desejo é muito complicado, essa vontade de se fundir com o outro é no fundo uma imaturidade. talvez o movimento seja mesmo pra sair de um ninho dos pais, no qual passamos por situações inéditas: de dentro da barriga da mãe para o mundo externo - já está aí uma grande separação; depois passar a um estágio onde são os provedores que te alimentam, que te dão teto; depois casamos pra dentro de uma relação amorosa na qual um depende do outro pra sobreviver (fisicamente). e não pensem que eu acho isso péssimo - é simplesmente desejo de se perpetuar e de continuar existindo e comendo. it's a cycle, really...

20.6.11


you seem very well
things look peaceful

(péééén!)

13.4.11

depois de uma manhã de quem sou eu.

heart-revealing are the times in which i stop and revisit my childhood idols, such as hanson and alanis morissette. i hadn't even understood these sort of days were coming while i analysed "where's the love" video clip yesterday.

why pleased with
your low
maintenance?
you loved us more than we could've loved
you
back.

3.5.10

pra nunca esquecer

for you, i've kept my hell bubbling under (only underneath, never reacting).

9.2.10

fiquei sabendo que o-meu-ex-namorado-mais-traumático, um daqueles baixistas cabeludos , raspou todo o cabelo e a barba. quem sabe esteja mais perto de ser um dhamma santo? mas é isso mesmo, chega uma idade em que todos os cabeludos encontram-se com a iminente carequice e todos resolvem, como sansões, enfraquecer. (joão, daniel gil, tapajós, matheus, gustavo, tiago...) a boa notícia é que, desempossados de sensualidade capilar, eu não vou mais querer correr atrás deles...

exceção para adriano, que, do alto dos seus 42, não corta, né?

fico achando que são essas raízes indígenas, alguém aí sabe se tá perto de alguma festividade indígena que obriguem os curumins a cortarem as madeixas?

enquanto isso, prometo que juro que sobrevivo esse verão sem alterar meu comprimento capilar bethânico!

e comecei a deletar o telefone de vários one-night-stands, hoje. EU NÃO MEREÇO ESSA VIDA DE RAMPEIRA!

o que me consola é, pra variar, maribeth:

Meu coração de primeiro
Não chorava nem sorria
Tinha gosto de pedra
E nenhuma calmaria
Hoje tenho o meu amor
Que só agora eu posso ter
Um bocado de alfazema
E uma santa na carteira
Pra me proteger


quer dizer: tem que ter paciência - tem amor que só aos 60 se pode ter - e levar uns leros mesmo com os santos, pra ver se, procurando um tempero...:

Fui procurar um tempero
Fiz promessa à minha santa
Me traga um amor ligeiro
Com fogo
Gostoso
Só meu


ê, senhora!

notícias relacionadas: não estou em posição de pedir nada a deus, diz ivete sangalo

7.5.09

descobri:
let's grease the wheel over tea
tem a ver com
please be able to take the wheel from me.

13.2.09

shivering, yet warmed by the subject matter

"my wife is in the next room, we've been having troubles, you know? please, don't tell her or anyone... but i need to talk to somebody." he said "wouldn't it be a shame if i knew how great i was 5 minutes before i died? i'd be filled with such regret before i took my last breath."

"but you're willing to tell me this now and you're not going to die anytime soon."

he sighs.

"i haven't been eating chicken or meat, or anything..."

"yes, but you've been wearing leather" - and he laughed and said "we're at the top of the food chain" he excused me, "and yes, you're still a fine woman.

i cringed.

we left the vegetarian restaurant and the head-waiter, in his 60s, said:

"goodbye, sir... and thank you for your business, sir, being sucessful and stablished as you are... we like the frequency with which you dine here, sir..."

as we left the tips, he must've thought: "and we certainly like your money".
as i walked by he said "thank you too, dear". - i had pigtails on, tied with cords, and hippily smiled, but there was a day when i would've said something like:
"hey, dude, i could buy and sell this place - so kiss it!"
as i explained to him i got why the waitor acted like that, i said: "i too once thought that i was owed something... i too, once, thought that when proved wrong i lost, somehow. i too once thought that life was cruel."
"it's a cycle, really..." - and he posed - "do you think i'm withdrawing and guilt tripping you?"
"i think you're insensitive and i don't feel heard." and i said: "do you believe we are fundamentally judgemental? fundamentally evil?"
he said yes.
i said "i don't believe in revenge, in right or wrong, good or bad..."
he said "well, what about the man that i saw handcuffed in the emergency room bleeding, after beating his kid, and she threw a shoe in his head? i think what we did was wrong and i would've had a hard time feeling compassion for him."
i had to watch my tone for fear of having him feel judged.

9.2.09

post novo

enfiei um post aqui.

8.2.09

da multiplicação dos pães ou: como fazer uma bolsa de 300 reais pagar todas as coisas que têm preço

desde que me vieram essas confirmações de bolsas de iniciação científica e monitoria, estive pensando em save up para:

- comprar um violoncelo.
- pagar minhas dívidas a minha mãe.
- viajar pelo brasil, em comemoração pela minha formatura.
- comprar o violão de aço da dree.
- visitar o cristóbal em santiago, em comemoração à minha formatura (e ficar lá uns 2 meses).
- ir para a índia, já que estamos comemeorando minha formatura em 2009/2, e já cheguei na idade de escrever um supposed (sem ter ganhado a grana de vendas do jagged little pill).
- comprar um celular através do qual as pessoas me ouçam.
- consertar minha flauta e meu violão.

me ajudem aí a escolher as prioridades... por enquanto estou com a ÍNDIA.

5.2.09

alêni

paixão de infância a gente não explica. primeiro amor a gente não perturba. livro preferido a gente não analisa. já era hora, então de eu parar de falar da minha infatuation pela alanis.

mas eu não paro. particularmente porque acabei de voltar de um show dela. diz o globo que foi uma sessão de análise coletiva. por mais que eu ache esse jornal babaca (:]), eu não teria achado uma metáfora melhor. principalmente pelo fato de ela abrir os shows dessa turnê com the couch. se dalglaci tivesse lá ela amenizaria sua dor de cab'iiiiçaaan...

vim aqui pra dizer - i love you more now than i ever have in my whole life. vai ser coerente assim nos infernos! ela já era minha ídola antes... agora é vegana... venceu a terapia: "i realize i can't aspire to be happy anymore... it is what it is".

parece que ela tá sempre 4 anos a frente de mim (o que é justo, já que ela tem 34 anos). acho que acabei de sair da era thank u, india. estou na idade de ir pra índia e escrever um supposed former infatuation junkie. ainda penso em fazê-lo, mas agora consigo escutar os dois álbuns que mais detesto dela - na ordem, under rug swept e so-called chaos - e tirar lições dele. de modo que entendo que vivo agora as coisas que ela viveu entre 2001 e 2005. daqui a 4 anos acho que entenderei o flavo(u)rs of entanglement - ou então vou admitir que alanis já não tem mais nada a ver comigo.

a (novamente) cabeluda me acompanha desde os 11 anos - idade que tinha quando comprei o jagged little pill, numa loja do rio sul que agora inexiste -, como acompanha há muitos anos muitos dos fãs que encontrei no gargarejo do show. por isso também não quis ir com a galera que ficava me ligando pedindo companhia pra ir ao show. porque quase ninguém entende a minha relação com ela, por mais que seja também muito fã. por causa da alanis eu me juntei com o samuca, um dos meus melhores e mais antigos amigos (e o único que topa qualquer parada). por causa da alanis, em 2002, conheci o renato, que também faz parte desse rol de amigos hiperespeciais que, embora sumam de vez em quando (you knew you needed to fly solo and high), dividem uma i(nexplicable).c(onnection).s(ince our).y(ouths). com eles dois eu formei o the premiess, banda cover (é, passado é passado) de alanis, em inglês indiano, e balançava minha então extensa cabeleira, tocando flauta e gaita e rindo muito.

gosto muito do estágio de evolução humana em que ela chegou. depois de tantas depressões, de tantos relacionamentos dando errado, de noivados frustrados, de scarlett johansen fazendo a rebecca (hahaha virou gíria, agora!), de yogismo, de completa desesperança, de wade morissette tentando fazê-la ficar mais equilibrada, de advogados ambientais veganos, de cabelos horrorosos e barriguinhas extras... hitting rock bottom and rising like phoenix, as she would say...

adoraria ter uma conversa com ela, assim, like womyn to womyn would. perguntaria, em primeiro lugar, o que a fez botar um BUCETA VOADORA como painel de fundo nessa turnê. depois perguntaria por que ela veste os cachorrinhos dela. depois perguntaria se eu podia botar o boogs no microondas (ele é muito feio). depois perguntaria por que ela não sai do armário, já que ela é mais feliz com mulheres.

eu e os fãs descobrimos que ela gosta de homem bombado que tem um amendoim na cabeça, em vez de um cérebro. tipo homer simpson antes das rosquinhas... o dash mihok foi o único que unia sensibilidade e beleza. o resto é ou HORROROSO e sensível ou bonito e burro. quando ela tá com os sensíveis ela compõe coisas como so pure e surrendering. quando ela tá com os bonitões eles eventualmente percebem que ela não é tão bonita quanto eles e dão um pé na bunda grudenta dela. aí ela compõe you oughta knows e this grudges.

oh, alanis, when will you LEARN?

3.2.09

quem sabe faz ao vivo

o show do damien será difícil de superar. com aquela coisa de participarmos, no palco, de um coral para "volcano", a alanis pode ficar peladinha e dançar caracarambacaracaraô que não vai passar nem perto.

mas dei uma espiadinha na setlist. e gente, QUE TESÓN!

só queria que a minha gripe passasse até lá. :/

20.12.08

she threw a shoe at his head
I think what he did was wrong and I would've had a hard time feeling compassion for him.


5.12.08

ten years later, revisiting.

era novembro de 1998, e eu comprei o disco da minha vida: supposed former infatuation junkie. não adianta, eu nem gosto mais da música que a alanis faz, hoje em dia, mas esse vai sempre ser one of my 3 favorite cds, que eu levarei pra ilha deserta... daí dez anos depois, eu começo a entender o sentido de algumas coisas, que, automatizadas, ficaram obscuras, no sentido. e que felicidade!

  • there's an obvious attraction to the path of least resistance in your life [wake up]
  • and there i go - jumping, before the gunshot has gone off... [all i really want]
  • i've watched this experience raise them to pseudo-higher levels [baba]
  • what if there were no more arguments? [weekends]
  • heaven forbid average (whatever average means) [one]
  • don't forget to keep that smile on your face [perfect]
  • throw it down - the caution blocks you from the wind [you learn]
  • what are you hungry for? [not the doctor]

thank u, alanis. :)

acho que nadine alanis também só gosta do jagged e do supposed...