deve ser um mau sinal, mas não sei mais entrar no blogger sem a conta do google. fica tudo ali jogado à direita com mil perfis que os empresários querem emplacar e eu sem me desvincilhar dessa conta, que tenho desde 2001. já disse aqui, e repito, que daria tudo pra ver os primeiríssimos posts, que apaguei sem saber.
uma colega da faculdade (eis uma palavra cruel) bradou no facebook que o blogspot não era lá lugar para se manter um blog, hoje em dia. quiçá manter um blog não era coisa de hoje em dia. se eu fosse mais escrota me sentiria mais vintage. mas me senti vítima.
num acesso ontem numa livraria fantástica levei pra casa o novo do kundera. lembrei do samuca falando bem dele (e não de críticas profissionais, graças a deus). se você reparar bem, o samuca posta seus textos numa plataforma mais afim do século XXI, o wordpress. quis migrar, mas me senti afetiva e mnemónicamente apegada a este.
o caso é que já vou na metade do livrinho e não entendi ainda do que se trata. talvez porque seja todo composto de eventos insignificantes. é o que eu diria, me achando o máximo, há dez anos, entrando na faculdade.
falei tanto de faculdade mas fiquei meia hora acordada essa noite pensando em nunca mais voltar pra nenhuma. não é mais meu safe haven e ao mesmo tempo não me vejo fazendo nada que preste nela, atualmente. aí pensei em declarar imposto de renda e aí que não dormi mais.
aí li textos antigos, e seus comentários. um leitor desse blog deu uma ideia pra um conto de terror: um dia, os livros pela metade vão voltar e te puxar pelo pé enquanto você dorme. Eu é que interpretei como terror. Quereria dizer mais insônia.
e gostei da alta ideia literária que alguém teve (todos os personagens aqui são o mesmo) de gente a aplaudir em alta velocidade. é uma demonstração de excitação, mas ao mesmo tempo imagino uma plateia coquete do d. maria aplaudindo otelo como se aquilo lhes gerasse um incômodo enorme. mas mantêm a pose.
até logo.