de sofrer e amar, a gente não se desfaz.
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18.1.11

ora, pois,

este senhor, luis adriano carlos, quer me fazer acreditar que a poesia de sophia (o que seria de nós, sophiáticos - não sofistas - sem esse eco apropriador?) é um elenco de características metafísicas que nem as que aprendemos na escola, com os movimentos literários. diria estamira: AAAAH NUM DÁ!

a nossa mãe é sempre um saco quando visita a nossa casa: nada está limpo, arrumado, inquebrado o suficiente. o bom era se morássemos com elas, situação em que ela nos cobraria 24 horas por dia para providenciar um arranjo pro que estivesse fora dos eixos. quando tudo está organizado, são coisas da esfera externa que precisam de um ajambramento: sua vida amorosa, problemas no banco, visitas que você precisa fazer, contratos (sociais ou físicos)... enfim, sempre uma cobrança sem fim. mas o pior é aguentar a mãe dos outros na sua casa. perspectiva é tudo, a sua mãe parece um anjinho e não aquela mala sem alça. portanto, coloco o meu aviso de porta "me deixa em paz", da mafalda, e me fecho na minha singularidade.

com essas chuvas todas na região serrana, dou graças a todos os santos, mamãe oxum de águas doces, por ter deixado minha mãe vir pro rio antes do dilúvio. ilhada ao contrário por uma semana, ela já está se coçando para voltar à sua casa - que continua inteira, graças a oxum e yansã!

não me canso de fazer listas do que empacotar e o que resolver antes de ir. meus escritos ficam sempre em último lugar porque i'm a big old fat procrastinator. e esse post é exatamente isso!(lembro de quando eu e samuca descobrimos essa palavra com tantos rr. acho que ele ouviu no saia justa e ficou testando na língua)

para finalizar, minha tia, moradora do porto, em cuja casa planejava ficar por esses meses, resolveu morrer duas semanas antes de eu ir. pena não ter te dado um beijinho nessa tua cabeleira branca! achei um volume d'os lusíadas com que você presenteou teu irmão, meu avô, com quem você já deve estar jogando buraco aí no céu, pelo aniversário dele de 1980! (foi um ótimo presente, eu adorei)


13.8.10

versos anti-heroicos

Tô precisando me apaixonar um pouquinho
chorar um tantinho
benzer meu caminho
trazer pro meu ninho
você, menininho,
t’amar, t’afagar, te lambuzar com carinho

18.3.10

o amor bateu à sua porta

tocou o interfone, entrou, enlameou o chão de chuva...

e fez um dengo.

29.1.10

efeitos de ontem à noite

ter raiva da aniversariante no fim da festa e ir embora do nada,
dar vários foras mau humorados nas pessoas que tentam te cantar na fila para pagar,
chegar em casa bêbada que nem um gambá, tropeçando sozinha no caminho do táxi até a porta do prédio,
mandar um monte de scraps pra pessoas aleatórias,
tremer de frio durante a noite mais quente do brasil,
acordar três horas depois de ter ido dormir, falando no msn com pessoas igualmente aleatórias, que estão no trabalho enquanto você ainda está bêbada e falando besteira,
combinar um date hoje à noite,
acordar de verdade ao meio-dia,
espirrar e ficar menstruada,
ter uma vontade imensa de comer ovo,
sentir-se quente pelo corpo todo, como se o organismo estivesse tentando muito arduamente expulsar a bebida de dentro dele.

4.10.09

epigrama

quando eu quisé embora
venha você atrás de mim
pedir um beijo - implora.

16.9.09

hoje não tô prestando

veja, mal abri essa entrada (de diário, de di[cion]ário) e já fico querendo abarcar o mundo com o que, pela última hora e meia, ou dia e meio, anda povoando meu hemisfério norte.

vamos com calma.

fico querendo não ler os blogs dos amigos queridos pra não me perder, mas sinto que já era (e li tudo mal e porcamente).

será que vou conseguir?

é o seguinte: o mundo está extremamente sério, pra mim, hoje. o personare diria: não fique procurando cabelo em ovo. mas a questão não é o ovo, o cabelo, ou a galinha. a questão é achar nas coisas um significado mais profundo e transformador de vida, quando esse significado não existe. e esse mundo não serve pra nada, vamos todos morrer, estamos aqui só de traquinagem. meu amigo rafael costa concordaria comigo: ora, essa vida não é traquinas!

oscilo entre me achar instrumento essencial ou (mais uma) inútil supérflua pro melhoramento do mundo.

o que espero das pessoas - e talvez esse post devesse se chamar "expectativa" e ser uma entrada no dicionário de poética - é, por vezes, muito mais sério do que elas podem dar e do que eu racionalmente exijo. dito de outra maneira:

passo 1 - conheço melhor um amigo. sinto interconexão. espero que a partir daí, o real me presenteie com frutos gordos, amizade correspondente à excessividade do real.

passo 2 - nos dias seguintes, você espera um abraço e recebe um aperto de mão. (podia ser pior, podiam ter virado a cara; as pessoas reagem de formas diferentes - explicações que vêm de fora do fenômeno e não servem como justificativa)

passo 3 - você acha o que real, que outrora se deu, está no movimento de retração. e isso só pode ser porque: a) é culpa do amigo de ser fechado ou b) é culpa sua de não ser gostável.

passo 4 - a) você determina que o fruto não vingou - a pessoa não vai mais falar com você; b) você espera que seja uma fase e a semente terá clima mais oportuno para vingar.

causas psicológicas: (alô freud! [de imagens freudulentas está a publicidade cheia.]) você detesta desagradar aos outros porque não suporta não ser gostado. e não suporta não ser gostado, portanto não desagrada os outros.

outro exemplo: você tem certeza de que seu relacionamento caminha para um lado, mas ele vai para outro - ou vai tão discretamente para aquele lado que parece que tá indo pro outro. tipo a rua do amendoim, em bh. isso tudo por causa da especulação, da criação de um mundo idealizado que não corresponde ao que é. aí que entra a seriedade: tudo é maior. deve existir uma verdade que nunca vemos como verdade inteira, porque ela se mostra e se vela. então parece que é mentira.

estou levando tudo a sério, preciso seriously take it easy.

loser manos diriam: "quem é mais sentimental que eu?"
fiona diria: "how many times can it escalate 'till it gets to a place where i can't breathe"
djavan diria: "não vá levar tudo tão a sério/ sentindo que dá, deixa correr"

quer dizer, acho que fiz um verbete da uncyclopedia mas não sei qual ele é, tenho só as definições, mas falta a palavra.

"misturei jujuba com arroz e feijão. ainda sou muito imaturo". talvez uma palavra ali, onde ingenuidade e ansiedade se misturem perfeitamente.

8.8.09

o twitter não me deixa postar há dois dias, vou largar essa joça.

pronto, deletei.
o twitter foi pelo buraaaco [/baby patolino]

sabe gente que liga quando tá bêbada? então, eu ligo quando tô de ressaca.
e hoje tá ressaca física, moral, emocional...
tá foda.

i've been kidnapped
maybe i should ask for a cereal bar
when i write my own ransom note