de sofrer e amar, a gente não se desfaz.
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27.6.12

comida e vídeo

são os meu dois assuntos mais abordados ultimamente.

cada um tem a lage que merece:



pois é, andava com preguiça eterna de cozinhar. ontem fiz compras depois da aula e carreguei tudo na mochila, junto dos livros, não queria nem saber de carregar saco plástico. aí hoje eu fiz um chilli out-of-the-box. era tirar tudo dos enlatados pré-prontos e ser feliz. até que ficou bom, mas meio anêmico, porque escolhi uns ingredientes verdes/amarelos e não vermelhos e marrons.

me lembra um verso do damien, de uma música que ouvi muito na vida, "i just hang around and eat from a can".

31.3.12

hoje eu tenho muita coisa pra fazer, aí olha o que eu fiz: fiz parte 1 das tarefas, agora vou esvaziar vendo modern family e depois eu vou escrever um artigo inteiro pra publicar.

de noite eu poderei fazer: chilly vegetariano. recebi a receita numa corrente e adorei a ideia. será que dá pé?

21.6.11

post 666

só penso numa coisa, agora: fazer uma versão da coxinha de galinha com catupiry que contenha shiitake e tofu. cadê os veganos pra me ajudar?

24.4.11

a potência da fruta

fodeu, com esse título vai vir um monte de naturalista aí ver esse blog.

mas olha, eu acho que uma fruta nunca é con-sumida ao máximo do seu potencial de delícia enquanto não a comemos de modos exóticos, metendo a cara nela e mordendo/chupando, o que vocês preferirem, até que sobre só a casca, quando houver.

por exemplo, banana só tem aquela realeza de felicidade porque metemos lá, diretamente, a boca e comemos toda aquela massa amarelada, até que se desprenda totalmente, livre, a casca que a natureza soube produzir, num show de design. a casca da banana é das coisas mais fáceis de abrir do mundo, é higiênica, não disperdiça a fruta, não precisa de faca, e você não se lambuza com a água que a fruta contém. de quebra, você consegue até quebrar a perna de um larápio que passa pela rua sem prestar atenção.

por outro lado, nunca soube muito bem descascar uma laranja com grande organização - quando a casca não se solta facilmente com a mão e sobram aquelas fibras brancas um pouco amargas -, então, no meu período no hemisfério norte, resisti a comprar a fruta que é gêmea dessa. ninguém sabe traduzir o nome direito, nos programas de língua inglesa: é a toranja.

a toranja - grapefruit, de que todos que estão em dieta falam mal - é uma versão hemorrágica da laranja, parece que os vasos de uma laranja estouraram todos. e achei uma delícia. ainda mais quando comecei a comê-la daquele modo exótico.

(agora vem toda espécie de pervertido sexual)

e hoje eu comi o melhor kiwi da minha vida, experiência para a qual eu precisei deixar madurar o kiwi duas semanas na geladeira. tentando descascá-lo civilizadamente, e comê-lo em rodelas, o lindíssimo fruto australiano se desmanchou todinho (tipo um urso, com sua casca peluda eriçada)

(pervertidos sexuais chasers)

e eu vi o kiwi de uma perspectiva nuna antes vista, com o miolo se descolando, as sementes como formiguinhas numa linha tortuosa longitudinal através da fruta. só me restou abocanhar. e é por isso que só soube a potência real da fruta quando mergulhei nela com o mergulho trágico que os gregos chamavam de catábase.

se querem conhecer os vegetais na sua completude essencial, basta comê-los crus (toda sorte de pervertidos trocadilhistas) e incorporar suas propriedades.

29.1.11

vegetariana x vegan

no primeiro dia de congresso, o helder macedo não ia almoçar e eu ganhei a pulseirinha dele pra filar o rango do refeitório da fundação calouste gulbenkian.

mas no segundo, não quis dar uma de abusada (apesar de tudo ser permitido perguntar, porque o lema do viajante é: "o 'não' está garantido"). como a última mesa estava chata, saí um bocadinho cedo e corri ao outro lado da rua para almoçar. e vocês sabem como vegetariano sofre, não é?

pois.

- moça, me diga: há alguma coisa vegetariana, sem carne, para almoçar?
- não - a merendeira pausa. - se bem que tem aqui um quiche, pode ser?
- maravilha, pode sim.

e me entrega um quiche - já tinha jogado para o alto essa história de não comer ovo, frente a uma possibilidade tão fácil de almoçar - com salada, vagabunda.

ao me sentar na mesa, vejo uns pedaços marrons de carne encrustrados à massa. levantei:

- olha, a quiche que a senhora me deu tem uma carne aqui. tem algum sem carne nenhuma, só com queijo... ou qualquer outra coisa?
- mas isto não é carne!
- ai não, o que é?
- é atum!


- pois já não como nem peixe! tem outro?
- ah, então não é vegetariana, é vegan!

quis morrer de rir.

- é, eu queria um sem carne nenhuma... tem?
- não... o que eu posso fazer é devolver este e por um bocadinho d'arroz pra comeres junto da salada.
- pode ser! perfeito...

e foi a primeira vez que eu vi alguém que sabia o que era vegan, mas não sabia o que era vegetariano.

23.2.10

é verão, é férias, a gente tem tempo, ainda, antes do semestre começar. fiquei com uma vontade imensa de comer um feijãozinho, e aproveitei as circunstâncias favoráveis pra tentar minha primeira receita. na falta do que postar no blog, vai receita de feijão (fica a dica, coloca dentro dos trabalhos acadêmicos que ela também vai bem):

feijão colaborativo de curumim e cabocla

1 - cata o feijão (como no poema do cabral) e deixa de molho por no mínimo 2 h

2 - fe-jão com água na panela de pressão, com o nível d'água dois dedos acima do nível do feijão. tampa e deixa cozinhar em fogo brando

3 - quando pegar pressão (tssss na panela), deixa no fogo por mais meia hora, esse é o ponto do feijão

4 - paralelamente ao cozimento, corte meia cebola em pequeninos cubinhos, juntamente com os outros condimentos: um dente de alho e sal (socaralho junto com sal, fica bom) a gosto batidos e reserve

temperando o feijãozim:

então noutra panela vazia
coloque o azeite, duas colheres,
o alho e sal batido
nesse ponto você pode colocar a cebolinha também, pra dourar no azeite
o caldo de legumes
depois de dourar, jogue o feijão cozinho na panela de pressão dentro da panela e temperos
cubra um pouco com água (talvez não precise:
se tiver muito aguado ainda nem precisa por mais água)
mexa o fejão com os tempeiros
deixe por mais 30 min
e pronto
pode servir!

18.2.10

adeus calor saariano, olá águas de março!

adeus brigadeiros, olá sucos verdes!

11.2.10

descobertas

meu prédio tem um cheiro específico, sabe, um cheiro que se encaixa em algum lugar entre mofo e casa de velha-dos-gatos, mas tenho medo de que eu não possa mais identificá-lo depois de morar aqui muito tempo.

depois de 23 anos meus e 56 de minha mãe, descobrimos que em restaurante onde o must do cardápio é hambúrguer, não se deve comer vegetarianamente. casa de ferreiro, espeto de ferro, mesmo. no joe & leo's não sabem fazer salada, quem diria? não devem nem lavar alface direito, só em punição por você não comer cadáveres de vaca. pedi um hambúrguer feito de lentilha, cenoura, abobrinha, linhaça e coisas assim, acompanhado de salada verde e batata rostïe. parece uma ótima combinação, não é? péééén. errado! parece que você tá pastando em vidas secas, parece que você tá comendo papel. a comida não tem um pingo de molho! não tem nada na preparação que seja molhadinho, você engole tudo esturricadamente. e nem pra ter refil de refrigerante, como é de praxe nessas casas que macaqueiam o modo se ser americano...

depois de muito relutar com a profissão de professora - que parecia caminho-único para quem fazia letras -, foi vendo a onda que atinei que devia tentar mesmo pegar uma turma de monstrinhos... foi uma cena específica: a do professor lendo redações sobre o experimento. alguma coisa no papel almaço - unificado - e nas letras e cores de caneta - diversificadas - me chamou atenção. acho que quero ver essas diferente letras, sobre um mesmo tema, relatando algo importante da vida de alguém. alguma coisa de uno e diverso deve se manter. como a vida, um microcosmo de macrocosmo. e posso sair dessa umbigação que é só eu escrever, só os meus colegas de trabalho escreverem. posso compartilhar, posso realmente ajudar e ver as pessoas conseguirem se expressar de modo satisfatório (pra elas).

22.1.10

além de ter que lavar a centrífuga, "o único ruim" por enquanto tem sido lembrar de 5 em 5 minutos de mais uma coisa que tem que comprar. AFF.

comi um arrozfeijão da geladeira, será que vão me bater?

19.1.10

dia de comoções: o arroz com cogumelos ficou melhor que o de ontem (fruto dos temperos), bate uma brisa inacreditavelmente gostosa pela minha janela, o armário das casas bahia chegou (e ainda está desmontado) e minha centrífuga não me assassinou (mas ainda é chata de limpar). pluguei um cabo aqui no lek tok e, depois de muito esforço - internet, aqui estou!
só falta eu comprar coisas vegan no grão integral e passar no mocinho que consertou o computador, pra que ele faça voltarem a funcionar o som e a fúria!

estou doida pra ver o mashup que o samuca publicou no twitter: depois de beatallica e methânia, bethork promete.

27.7.09

'pressionante a burrice do cerumano. isso já aconteceu há tempos, mas me deparei com a notícia hoje e fiquei chocada.

é assim: a peta foi encher o saco da gisele bündchen em um desfile porque ela tinha feito um anúncio de uma empresa de casacos de pele. daí a amiga, inteligência tamanho pp, no manequim, me solta essa:

"Ela é uma superestrela e tem o direito de trabalhar (...) Se é assim, tem que proibir de usar couro também”.

é, né?


20.2.09

Fernanda diz:
hoje eu matei uma barata
Fernanda diz:
olha que coisa... nunca mato nada
Fernanda diz:
haha
Fernanda diz:
aí a galera tava falando...
Fernanda diz:
ai porque barata, que nojo, e tal, tem que arranjar um jeito de exterminar tudo da terra
Fernanda diz:
aí eu falei: gente, mas é a gente que tá construindo concreto em cima das casas dela
Fernanda diz:
tá certo, elas têm que invadir mesmo;
Fernanda diz:
mas eu fui lá e matei
Dree diz:
hahahahaahahah
Fernanda diz:
porque nem adianta eu salvar aquele bicho, né...?
Fernanda diz:
ele volta
Dree diz:
mas é lei da sobrevivência..barata transmite MUITA doença
Fernanda diz:
matei com um livro da virginia woolf
Dree diz:
meu irmão biólogo já me explicou
Dree diz:
lá em casa a gente só mata barata e rato
Fernanda diz:
pois é, eu também já perguntei isso
Dree diz:
lagartixa, por exemplo, a gente pega e taca na varanda
Dree diz:
gente, vc usou um livro da virginia pra matar uma barata?!??
Dree diz:
clarice ia adorar isso
Fernanda diz:
não ia ser sensacional se eu matasse a barata com "a paixão segundo gh"?

18.2.09

quer aprender a tocar nabo?

5.2.09

alêni

paixão de infância a gente não explica. primeiro amor a gente não perturba. livro preferido a gente não analisa. já era hora, então de eu parar de falar da minha infatuation pela alanis.

mas eu não paro. particularmente porque acabei de voltar de um show dela. diz o globo que foi uma sessão de análise coletiva. por mais que eu ache esse jornal babaca (:]), eu não teria achado uma metáfora melhor. principalmente pelo fato de ela abrir os shows dessa turnê com the couch. se dalglaci tivesse lá ela amenizaria sua dor de cab'iiiiçaaan...

vim aqui pra dizer - i love you more now than i ever have in my whole life. vai ser coerente assim nos infernos! ela já era minha ídola antes... agora é vegana... venceu a terapia: "i realize i can't aspire to be happy anymore... it is what it is".

parece que ela tá sempre 4 anos a frente de mim (o que é justo, já que ela tem 34 anos). acho que acabei de sair da era thank u, india. estou na idade de ir pra índia e escrever um supposed former infatuation junkie. ainda penso em fazê-lo, mas agora consigo escutar os dois álbuns que mais detesto dela - na ordem, under rug swept e so-called chaos - e tirar lições dele. de modo que entendo que vivo agora as coisas que ela viveu entre 2001 e 2005. daqui a 4 anos acho que entenderei o flavo(u)rs of entanglement - ou então vou admitir que alanis já não tem mais nada a ver comigo.

a (novamente) cabeluda me acompanha desde os 11 anos - idade que tinha quando comprei o jagged little pill, numa loja do rio sul que agora inexiste -, como acompanha há muitos anos muitos dos fãs que encontrei no gargarejo do show. por isso também não quis ir com a galera que ficava me ligando pedindo companhia pra ir ao show. porque quase ninguém entende a minha relação com ela, por mais que seja também muito fã. por causa da alanis eu me juntei com o samuca, um dos meus melhores e mais antigos amigos (e o único que topa qualquer parada). por causa da alanis, em 2002, conheci o renato, que também faz parte desse rol de amigos hiperespeciais que, embora sumam de vez em quando (you knew you needed to fly solo and high), dividem uma i(nexplicable).c(onnection).s(ince our).y(ouths). com eles dois eu formei o the premiess, banda cover (é, passado é passado) de alanis, em inglês indiano, e balançava minha então extensa cabeleira, tocando flauta e gaita e rindo muito.

gosto muito do estágio de evolução humana em que ela chegou. depois de tantas depressões, de tantos relacionamentos dando errado, de noivados frustrados, de scarlett johansen fazendo a rebecca (hahaha virou gíria, agora!), de yogismo, de completa desesperança, de wade morissette tentando fazê-la ficar mais equilibrada, de advogados ambientais veganos, de cabelos horrorosos e barriguinhas extras... hitting rock bottom and rising like phoenix, as she would say...

adoraria ter uma conversa com ela, assim, like womyn to womyn would. perguntaria, em primeiro lugar, o que a fez botar um BUCETA VOADORA como painel de fundo nessa turnê. depois perguntaria por que ela veste os cachorrinhos dela. depois perguntaria se eu podia botar o boogs no microondas (ele é muito feio). depois perguntaria por que ela não sai do armário, já que ela é mais feliz com mulheres.

eu e os fãs descobrimos que ela gosta de homem bombado que tem um amendoim na cabeça, em vez de um cérebro. tipo homer simpson antes das rosquinhas... o dash mihok foi o único que unia sensibilidade e beleza. o resto é ou HORROROSO e sensível ou bonito e burro. quando ela tá com os sensíveis ela compõe coisas como so pure e surrendering. quando ela tá com os bonitões eles eventualmente percebem que ela não é tão bonita quanto eles e dão um pé na bunda grudenta dela. aí ela compõe you oughta knows e this grudges.

oh, alanis, when will you LEARN?

30.12.08

alegria, alergia!

gente, tô adorando essas férias! tô conseguindo descansar, mesmo... acho que é a primeira vez que eu fico de férias curtindo a minha casa e o rio de janeiro, sem ficar viajando loucamente. e também

- cozinhando
- meditando
- yogando
- encontrando meus amigos
- dormindo em casa
- meus amigos vindo pra cá
- não bebendo
- escrevendo
- lendo horrores!
- vendo filmes
- ouvindo muita música
- tocando muita música.