de sofrer e amar, a gente não se desfaz.
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31.5.12



eu adoro a expressão que a internet achou para esses códigos que a gente usa pra postar num blog esse quadradinho de vídeo: embed, que significa "pôr na cama". queria pôr o tom na cama, mas não pra fazer safadeza, pra ninar mesmo. entende?

15.1.12

quando eu era bem adolescente - o que quer dizer 13 anos -, eu ligava o computador pra ler fanfiction. era tudo muito bom, lia vorazmente, muito rápido, esperava ansiosamente pelos capítulos. era muito ruim, mas desconfio que foi minha formação romanesca, assim como as pessoas liam os romances de banca de jornal julia e sabrina (será que existe um em que julia e sabrina são amantes entre si)?

depois passei a me aproveitar da recém-chegada internet banda larga- 

(minha mãe tinha chegado falando assim:
- agora a internet é rápida, você vai poder entrar na hora que quiser, filha! - toda animada)

- e começava a ler vários blogs, até fazer o meu em 2001 - e me lembro até hoje de um blog muito vanguardista que todo dia listava um café da manhã com pão e a mesma manteiga aviação. "hoje comi pão e manteiga aviação".

agora, com a vida adulta, preciso evoluir dos blogs (que já nem existem, só eu e uns amigos ainda postamos) e ligar o computador, verdadeiramente, pra ler artigos, teses, ensaios, livros de filosofia. desconfio que se eu for parar num lugar sem internet e só com meus arquivos de computador disponíveis, vou ter material pra ler por uns 2 anos. quem nunca teve essa fantasia? de nunca mais sair de casa, ficar só lendo as coisas atrasadas?

aproveitei a onda computadorísta nostálgica pra ouvir cds que baixei no início dessa onda de mp3. onda da vez é rufus wainwright - é a segunda música e já cansei.

3.8.11

é uma sensação doce-amarga, como o glukupikros de safo. escrevo-apago. fico feliz por ter escrito, por tar aparando as arestas das primeiras 10... 9... 10... 9... páginas da dissertação, mas depois me repreendo, tenho que apagar, imagino só a banca recebendo isso, não pode ser... "é achar elefante na moita". aí fico triste por apagar... umas linhas a menos do que estava crescendo. a couple of lines shorter of thought.

é bom ver a produção internética de pessoas mais jovens que eu (que considero quase minhas alunas, porque estavam no CPII quando eu estagiava lá. elas já tavam formadas, mas eu digo que foram meus alunos, mesmo que a turma que eu acompanhava todo dia não fosse minha): http://luhaze.tumblr.com/page/64, esse orgulho-hipster que os mais-velhos olham com desprezo e eu acho engraçadinho... porque pra alguém aquilo deve valar a pena... deve compensar ser hipster, senão não tava na moda (depois dos emos). é um tapinha nas costas de "você tem muito a aprender" - de que já fui vítima. É só a gente se aproximar do quarto-de-século que começa a se achar o dono da verdade, que horror. Mas fora as milhares de imagens de Harry Potter - que aí não é pra mim mesmo - e coisas de gente novinha, acho algumas fotos muito boas.

O tumblr, como diz um amigo meu, descobriu essa vocação couch potato da sociedade, que já não é ativa com nada, não dá nem pra ficar pulando de hiperlink em hiperlink. No blog de imagens, você só fica lá, rolando a tela pra baixo, apertando "next", "next", "next" e babando... Eu não entendia muito bem, até agora, como é que funcionava - qual era a graça do - tumblr, aí agora sei. É como muita gente que não "pega"o it do twitter. Pros de fora não tem graça nenhuma, mesmo. Eu mesma já deletei duas vezes o meu. Mas com o tumblr é diferente, você não precisa ter um - o que eu acho libertador, da parte das redes sociais -, é só se identificar com a estética visual do blogueiro. E o legal é que o blogueiro nem precisa fazer nada, né, maior parte é antropofagicamente colado mesmo.

25.7.11

what do you want from me?

tenho insônia quando não durmo com ela, é melhor isso parar já, senão não há internato nem internet que segurem.

podia fazer uma promessa de escrever umas párrrna sempre que não tiver com sono. mas talvez eu já nem goste mais de prometer, uma vez que sei que não vou cumprir.


e minha internet é tão periclitante que deixei baixando glee enquanto eu ia tomar banho, mas acabou a transferência antes de eu me levantar...

7.6.11

dei pra digitar senha de e-mail errada, agora. depois de tantas contas pelos perfis das internets.

li num jornal de letras de portugal que uma moça deixou um recado de suicídio na página do facebook e ninguém ligou. tenho medo de terem curtido. um tempo atrás, uma atriz (who?) tuitou e se jogou da janela. foi retuidada postumamente. não tenho nenhuma apreciação moral sobre isso, estamos tão cegos para o outro como sempre fomos.

10.11.10

tudo isso sem sair do meu flamengo

a internet é o máximo, né? além de achar vários livros que um dia lerei sem precisar empoeirá-los ou gastar meu parco dinheiro, através deste sistema posso passear e passar pelas avenidas em que sophia morava e que cantava a seus filhos. graças ao google maps, descobri que o "noturno da graça" faz referência a um certo largo da graça, logradouro em que vai dar o fim da travessa das mónicas, rua de sophia. rua de ondas sonoras de uma certa igreja onde batiam sinos e iam dar aos ouvidos afinados e clássicos da poetisa que (Esta escritora que não gostava de ser apelidada como poetisa) escritora que sabia que a poesia vinha do som antes de estar nas letras e no papel.

isso tudo pra dizer que: estou indo pra portugal, beijos.

29.3.10

nina me ama, ai de mim!

se fosse possível, como no twitter, reblogar um post inteiro de alguém, sem apertar ctrl c ctrl v, mas fazendo com que o texto reaparecesse em outro canto, com a fotinho do autor, a formatação dele e tudo, o post escolhido por mim seria este.

e esse sotaque infeliz na música francesa? adoro!

10.3.10

tenho problemas: confundo "desejo e reparação" (filme e livro de ian macewan) com "orgulho e preconceito" e "razão e sensibilidade" (livros de jane austen).

hoje fiz uma espécie de xuca da internet e deletei um monte de contato do msn e aplicação do facebook e atualizei perfis virtuais etc etc etc. me segura senão eu deleto todos os posts do blog.

hoje tem ELIMINAÇÃO no bbb e eu vou meditar, porque as casas (a deles e as dos telespectadores) estão carregadas de negatividade (a velha maluca continua tentando abrir a porta e pedindo socorro. pobrezinha).

18.8.09

do alto da minha posse de 400 amigos no orkut, observo semana a semana o fluxo de aniversário de muita gente e percebo: o fato de eu ser amiga de poucas pessoas que nasceram sob o signo de virgem não é coincidência.
(são controladores, organizados, pragmáticos, paranoicos e perfeccionistas. não casam com minha flecha apontada pro infinito)

quer dizer, vem agosto-setembro e os quadradinhos de aniversário diminuem. e não sinto o ímpeto de telefonar pra quase nenhum deles.

esse ano não ligarei pro t. não é por nada não, mas essa época de aniversário não é o momento ideal de reestabelecer determinados contatos. não foi o personare que disse, mas fui eu.

também não é bom comer saladas e coisas cruas. diz o livro do apocalipse.

17.5.09

viu, tô sem saco nenhum pra blog. falei que esse negócio de twitter não ia dar certo...

8.4.09

a economia

na era da contenção, eis outra moda a que aderi: o twitter.
costumo dizer: já não escrevo no blog, só posto música, no flog, com tantos espaços virtuais, a gente aproveita cada vez menos nosso trânsito por eles. e ficamos cada vez mais concisos, com menos paciência de desenvolver raciocínios, vira tudo uma fotografia-poupadora-de-tempo. mas a fotografia, como a literatura, pode - e deve - tomar tempo. então a concisão, a busca por uma forma sintética e pelo momento oportuno está entre os novos desafios em que podíamos nos lançar.
em vez de: "estou comendo biscoito traquinas!" - que seja uma coisa sintética e substancial - se possível, enigmática - como fragmentos préssocráticos. (ah, desisto desses hífens)