não é tempo de sapho, meu amor, e nem é mais o do desconstrutivismo fragmentário de carapuça pós-moderna. não tenho desculpas ambientalistas para não poder estender em prosas largas a contrição em que, durante todo o dia, passou meu coração. devo dizer curto o que sinto se alongando, num ondear: vá buscar quem mora longe, sonho meu.
é um absurdo que não esteja disponível a tua versão compacta dobrável inflável pra dar companhia.
porque se fosse - este o tempo de sapho - minhas lacunas soariam menos, para soarem mais. e carregariam questões filológicas de conservação e recuperação das palavras. mas o tempo é este, computatório, palímpsestos de inconclusão flutuam pela world wide web e não tem teia que te traga, não mais tragam os olhos de ressaca.
aqui a conservação e recuperação verbais depedem de mim, que sou tão incapaz do milagre de conversão da vida de energias corporais em palavras recheadas de felicidades do real. na minha mão, o texto só encobre de chocolate fino e frágil o vazio das palavras que me escapam. quando deveria ser aquele coelho de páscoa maciço que nem dá para abocanhar de uma vez, só roer pelas beiradas. na minha mão, ficam só esses restos provisórios, que ouço bem baixinho pela boca da secretária da musa.
é um absurdo que não esteja disponível a tua versão compacta dobrável inflável pra dar companhia.
porque se fosse - este o tempo de sapho - minhas lacunas soariam menos, para soarem mais. e carregariam questões filológicas de conservação e recuperação das palavras. mas o tempo é este, computatório, palímpsestos de inconclusão flutuam pela world wide web e não tem teia que te traga, não mais tragam os olhos de ressaca.
aqui a conservação e recuperação verbais depedem de mim, que sou tão incapaz do milagre de conversão da vida de energias corporais em palavras recheadas de felicidades do real. na minha mão, o texto só encobre de chocolate fino e frágil o vazio das palavras que me escapam. quando deveria ser aquele coelho de páscoa maciço que nem dá para abocanhar de uma vez, só roer pelas beiradas. na minha mão, ficam só esses restos provisórios, que ouço bem baixinho pela boca da secretária da musa.