de sofrer e amar, a gente não se desfaz.

5.2.09

alêni

paixão de infância a gente não explica. primeiro amor a gente não perturba. livro preferido a gente não analisa. já era hora, então de eu parar de falar da minha infatuation pela alanis.

mas eu não paro. particularmente porque acabei de voltar de um show dela. diz o globo que foi uma sessão de análise coletiva. por mais que eu ache esse jornal babaca (:]), eu não teria achado uma metáfora melhor. principalmente pelo fato de ela abrir os shows dessa turnê com the couch. se dalglaci tivesse lá ela amenizaria sua dor de cab'iiiiçaaan...

vim aqui pra dizer - i love you more now than i ever have in my whole life. vai ser coerente assim nos infernos! ela já era minha ídola antes... agora é vegana... venceu a terapia: "i realize i can't aspire to be happy anymore... it is what it is".

parece que ela tá sempre 4 anos a frente de mim (o que é justo, já que ela tem 34 anos). acho que acabei de sair da era thank u, india. estou na idade de ir pra índia e escrever um supposed former infatuation junkie. ainda penso em fazê-lo, mas agora consigo escutar os dois álbuns que mais detesto dela - na ordem, under rug swept e so-called chaos - e tirar lições dele. de modo que entendo que vivo agora as coisas que ela viveu entre 2001 e 2005. daqui a 4 anos acho que entenderei o flavo(u)rs of entanglement - ou então vou admitir que alanis já não tem mais nada a ver comigo.

a (novamente) cabeluda me acompanha desde os 11 anos - idade que tinha quando comprei o jagged little pill, numa loja do rio sul que agora inexiste -, como acompanha há muitos anos muitos dos fãs que encontrei no gargarejo do show. por isso também não quis ir com a galera que ficava me ligando pedindo companhia pra ir ao show. porque quase ninguém entende a minha relação com ela, por mais que seja também muito fã. por causa da alanis eu me juntei com o samuca, um dos meus melhores e mais antigos amigos (e o único que topa qualquer parada). por causa da alanis, em 2002, conheci o renato, que também faz parte desse rol de amigos hiperespeciais que, embora sumam de vez em quando (you knew you needed to fly solo and high), dividem uma i(nexplicable).c(onnection).s(ince our).y(ouths). com eles dois eu formei o the premiess, banda cover (é, passado é passado) de alanis, em inglês indiano, e balançava minha então extensa cabeleira, tocando flauta e gaita e rindo muito.

gosto muito do estágio de evolução humana em que ela chegou. depois de tantas depressões, de tantos relacionamentos dando errado, de noivados frustrados, de scarlett johansen fazendo a rebecca (hahaha virou gíria, agora!), de yogismo, de completa desesperança, de wade morissette tentando fazê-la ficar mais equilibrada, de advogados ambientais veganos, de cabelos horrorosos e barriguinhas extras... hitting rock bottom and rising like phoenix, as she would say...

adoraria ter uma conversa com ela, assim, like womyn to womyn would. perguntaria, em primeiro lugar, o que a fez botar um BUCETA VOADORA como painel de fundo nessa turnê. depois perguntaria por que ela veste os cachorrinhos dela. depois perguntaria se eu podia botar o boogs no microondas (ele é muito feio). depois perguntaria por que ela não sai do armário, já que ela é mais feliz com mulheres.

eu e os fãs descobrimos que ela gosta de homem bombado que tem um amendoim na cabeça, em vez de um cérebro. tipo homer simpson antes das rosquinhas... o dash mihok foi o único que unia sensibilidade e beleza. o resto é ou HORROROSO e sensível ou bonito e burro. quando ela tá com os sensíveis ela compõe coisas como so pure e surrendering. quando ela tá com os bonitões eles eventualmente percebem que ela não é tão bonita quanto eles e dão um pé na bunda grudenta dela. aí ela compõe you oughta knows e this grudges.

oh, alanis, when will you LEARN?

3 comentários:

Raven disse...

eh alanis! vem pro mundo de marlboro!!!

*insert 44 song here*

Unknown disse...

não sei como apareceu meu nome aqui no blogger, mas to aproveitando! :)

vc me fez pensar na alanis como uma pessoa que vive, que mora na california, ao invés de um arquivo de mp3 que de vez em qd pulo, de vez em qd escuto.

vou procurar saber da buceta voadora pq me interessei profundamente. deve ser interessantíssimo, principalmente se "escutando" space cakes. :D

é, alanis, como eu, prefere homens sarados com amendoíns na cabeça e acaba escrevendo you oghta knows e tal. como meus dash mihoks duram pouco, meus momentos so pure são exíguos. pelo menos meus momentos the couch, perfect and no pressure - had gone away, definitely. agora sou uma pessoa UR in New York, with no guardian neither fake identification.

ainda não escuto flavors as well, só a underneath que eu acho legalzinha de vez em qd, e tem vozes do além que me atraem. ah, e straitjacket pq tem um som legal, mas fora isso, tão la mofando as mp3. ps: que porra eh essa de tequila?!

depois me conte como foi a experiencia do show em si, com setlist, com quem ficou, em quantas músicas vc chorou, se chorou, let me know.

gente, q bíblia de comentário. ;)

next concert we'll go TOGETHER in LA or NYC.

vou escutar alanis por causa de vc.
bjos minha exígua preferida!

Renato

Mayra disse...

eu gostaria que tivesse um show da PJ Harvey, pq além de finalmente vê-la ao vivo, eu poderia escrever sobre ela assim.
cara, ela já sabe. só tá em denial. pq vc acha q quase todas as aparições que ela fez em séries televisivas eram aparições em que ela era fancha ou, no mínimo, sexually confused, hein, HEIN?!? :P