meu prédio tem um cheiro específico, sabe, um cheiro que se encaixa em algum lugar entre mofo e casa de velha-dos-gatos, mas tenho medo de que eu não possa mais identificá-lo depois de morar aqui muito tempo.
depois de 23 anos meus e 56 de minha mãe, descobrimos que em restaurante onde o must do cardápio é hambúrguer, não se deve comer vegetarianamente. casa de ferreiro, espeto de ferro, mesmo. no joe & leo's não sabem fazer salada, quem diria? não devem nem lavar alface direito, só em punição por você não comer cadáveres de vaca. pedi um hambúrguer feito de lentilha, cenoura, abobrinha, linhaça e coisas assim, acompanhado de salada verde e batata rostïe. parece uma ótima combinação, não é? péééén. errado! parece que você tá pastando em vidas secas, parece que você tá comendo papel. a comida não tem um pingo de molho! não tem nada na preparação que seja molhadinho, você engole tudo esturricadamente. e nem pra ter refil de refrigerante, como é de praxe nessas casas que macaqueiam o modo se ser americano...
depois de muito relutar com a profissão de professora - que parecia caminho-único para quem fazia letras -, foi vendo a onda que atinei que devia tentar mesmo pegar uma turma de monstrinhos... foi uma cena específica: a do professor lendo redações sobre o experimento. alguma coisa no papel almaço - unificado - e nas letras e cores de caneta - diversificadas - me chamou atenção. acho que quero ver essas diferente letras, sobre um mesmo tema, relatando algo importante da vida de alguém. alguma coisa de uno e diverso deve se manter. como a vida, um microcosmo de macrocosmo. e posso sair dessa umbigação que é só eu escrever, só os meus colegas de trabalho escreverem. posso compartilhar, posso realmente ajudar e ver as pessoas conseguirem se expressar de modo satisfatório (pra elas).
depois de 23 anos meus e 56 de minha mãe, descobrimos que em restaurante onde o must do cardápio é hambúrguer, não se deve comer vegetarianamente. casa de ferreiro, espeto de ferro, mesmo. no joe & leo's não sabem fazer salada, quem diria? não devem nem lavar alface direito, só em punição por você não comer cadáveres de vaca. pedi um hambúrguer feito de lentilha, cenoura, abobrinha, linhaça e coisas assim, acompanhado de salada verde e batata rostïe. parece uma ótima combinação, não é? péééén. errado! parece que você tá pastando em vidas secas, parece que você tá comendo papel. a comida não tem um pingo de molho! não tem nada na preparação que seja molhadinho, você engole tudo esturricadamente. e nem pra ter refil de refrigerante, como é de praxe nessas casas que macaqueiam o modo se ser americano...
depois de muito relutar com a profissão de professora - que parecia caminho-único para quem fazia letras -, foi vendo a onda que atinei que devia tentar mesmo pegar uma turma de monstrinhos... foi uma cena específica: a do professor lendo redações sobre o experimento. alguma coisa no papel almaço - unificado - e nas letras e cores de caneta - diversificadas - me chamou atenção. acho que quero ver essas diferente letras, sobre um mesmo tema, relatando algo importante da vida de alguém. alguma coisa de uno e diverso deve se manter. como a vida, um microcosmo de macrocosmo. e posso sair dessa umbigação que é só eu escrever, só os meus colegas de trabalho escreverem. posso compartilhar, posso realmente ajudar e ver as pessoas conseguirem se expressar de modo satisfatório (pra elas).
Um comentário:
eh isso que dá querer comer um bando de cadáver de vegetal e cia. sofre, diabo! ;p
Postar um comentário