eu não posso. de alguma forma, tentar censurar-me não apaga as minhas epifanias, só me deixa esquecida delas. apagara a vela, entretanto, o pavio ainda estava lá, de modo que agora - agora - preciso reacendê-lo. porque a questão não é a "falta de tempo" para sentar e organizar os pensamentos em um manuscrito. a questão é o feedback. não vou nem chamar de narcisismo, porque esse blog não é um simples mecanismo pretensioso a exaltar minhas capacidades crônico-dissertativas ou minhas ambições como escritora. esse blog, não sei bem o que é, pra que serve, mas expressa algo porque senão eu morro. e não dá pra expressar me tolhendo daquele jeito, não dá mesmo.
então, faço um voto a mim mesma, para escrever para mim mesma, e dane-se se choca ou toca ou magoa alguém. vocês estão aqui por um motivo. vocês me ouvem, comentam, digitam dábliodábliodábliopontovamospronirvanapontocom porque querem. a gente argumenta e educa e censura as pessoas, mas no final elas fazem o que querem. até o deus deu-lhes livre arbítrio. por que infringiria eu lei tão nobre?
eu não posso. sejam bem-vindos. arrumem-se nas suas cadeiras, porque alguém algum dia me disse que eu sou viciante.
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