de sofrer e amar, a gente não se desfaz.

9.2.05

winnipeg - cause i`ve got one hand in my pocket and the other one is on the other pocket.

então, nós chegamos ontem. estava chovendo em montréal, e fazendo 5 graus positivos, quando saí­mos. hoje está nevando lá. desde que a gente chegou, a neve - caí­da do céu - não fez contato imediato com a gente.
aqui tá a maior secura, à la "educação pela pedra", ontem fez -30. só andamos na rua 5 minutos, mas eu morri de frio. meu sobrinho é super macho. anda sem ceroula, sem luvas, sem chapéu... até porque é um saco fazê-lo colocar isso tudo.
o engraçado é quando, em teresópolis, sai uma fumacinha da boca, todo mundo já acha o máximo. aqui, dentro do carro, parece que você tá fumando algo que seja muito forte, parece que você é uma fábrica.
bem, esqueci como fala português.
no nosso último dia em montréal, fomos a um restaurante grego com belinda e daniel, e o último falou em português com a garçonete e em francês com a namorada anglo-canadense.
até eu, ao conhecer um francês, misturei inglês, português e francês pra me comunicar.
fizemos também um programa de rádio, apresentado pelo pai do bernardo, que se chama "made in brazil", que pode ser ouvido online pelo www.ckut.ca, sob "archives" e digitando monday, feb 7th 2005 e hora: 9:05 AM. a gente fala algumas coisas e também fez a seleção de músicas.

o tempo voa quando você está se divertindo. parece que já estávamos aqui há séculos, mas ainda falta um mês. e, ao mesmo tempo, é a última parte da nossa viagem. vamos sentir falta do nosso macho-vinhado-fancho-grosso bernardo. mormente nas intervenções para que eu e beth não discutamos e nas minhas criiiiiiises de "i just don`t know what to do with myself".
ao chegar, levei bronca da mamãe por coisas incrivelmente ortodoxas, e tudo o que eu havia ensaiado, de dizer que seria melhor pra gente, que estarí­amos mais felizes e menos angustiados no final, sumiu do script.

putz, agora a gente tem que ir lá, lavar a roupa e a louça e tudo mais.
é quarta feira de cinzas e eu me recuso a deixar-nos virar cinzas.

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