de sofrer e amar, a gente não se desfaz.
12.5.05
Post Scriptum
aos póstumos: posso passar por uma criança problemática e depressiva, se um dia tentarem analizar minha difusa-esparsa obra. não fui. era feliz. talvez, pelas minhas prematuras influências pessimistas, posso ter, mais freqüentemente, procurado a dor do que a reprimido. caderninhos, como esse, então, não são depósitos do meu inconsciente-sofredor-prato-cheio-para-psicanalistas-de-plantão. não sei ao certo, entretanto. o pesar parece um tanto maior quando há um grande contingente de desconhecido - como havia nos meus doze anos. espero que o incognoscível nunca me abandone. é ele que alimenta a avidez e me faz rabiscar mais.
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