de sofrer e amar, a gente não se desfaz.

28.6.05

desesperos

meu desespero é a minha esperança.
meu desespero é a fumaça em que estou embuí­da.
(a última tragada é sempre a pior. a expectativa da próxima - sei-lá-quando - destrói)
há coisas que toco na esperança que elas te sejam. contudo, são meu desespero.
há nervos que são a continuação dos meus lábios. nervos trêmulos que são meu desespero.
os lí­quidos que expelem-se são desesperos.
(meu sangue, meu suor, minhas lágrimas - para não superaquecer)
eu pingo, como semifusas entrecortadas por pausas.
essas goteiras são sinais de excesso. nem que todos os meus fluidos evaporassem eu seria econômica ao transbordar.
e te espero por dez tempos.
enquanto me dez-espero.

you said you'd never let me fall from hopes so high
(but never is a promise and you can't afford to lie).

enquanto escrevia esse texto, that i would be good era trilha sonora de dawson's creek. engraçado como eu também tenho que me trancar no armário para escrever esse tipo de coisa.

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