de sofrer e amar, a gente não se desfaz.

29.6.09

estou sofrendo com a clarice e a sophia.

é que tinha feito notações antigas e agora não entendo mais nada do que entendia quando escrevi ou quando me referi a numerações de páginas.

é que tento restringir um campo de atuação a sophia, mas ela engloba, em cantos ditirâmbicos, muito mais do que antevia (afinal é clássica e anti-clássica [vilma arêas]). como:
a visão vertical do tempo: ok, passado é presente através do poder presentificador da memória, mas o futuro não atua nesse bololô de instante já. sempre um dia haverá um dia liso, e

um dia emergiremos e as cidades
da equidade mostrarão seu branco
sua cal sua aurora seu prodígio.
ela também vê o tempo como linear, ora bolas, é lógico que khronos existe e é imbativel, de modo que o futuro é implacável (ou incerto, porém exato no final), a não ser por uma sujeirinha:

mais tarde será tarde e já é tarde.
o tempo apaga tudo menos esse
longo indelével rasto
que o não-vivido deixa.

(...)
Jamais se detém Kronos cujo passo
Vai sempre mais à frente
do teu próprio passo

e, veja, no fim sophia me responde tudo, como qualquer oráculo - horácio - pré-pós-per-socrático:

pudesse eu não ter laços nem limites
ó vida de mil faces transbordantes


4 comentários:

jovem broto disse...

claro que o futuro atua no instante já, ou não haveria devir, e, logo, sequer instante já.

fernanda disse...

no instante-já sim, mas na presentificação da sophia não. o futuro é uma astronave brilhante em que todo esse mundo grego liso é restaurado.

Raven disse...

hahahaha adorei a citação de thiguinho (só que tu esqueceu de um M no meu link! é realMofsoftdelusions... agora ngm vem saber de onde vem essa frase genial! ;p hihihihihihi)

anyway, tô mais agora pensando que nem erica, tipo.. "o tempo não existe"... acho mto que ela tem razão.. assim, de forma surreal. se é que vc mintendi..

Fernanda. disse...

"a não ser por uma sujeirinha", você disse tão simples dessa coisa complicada! saiba: gosto desses pensamentos.