veja, mal abri essa entrada (de diário, de di[cion]ário) e já fico querendo abarcar o mundo com o que, pela última hora e meia, ou dia e meio, anda povoando meu hemisfério norte.
vamos com calma.
fico querendo não ler os blogs dos amigos queridos pra não me perder, mas sinto que já era (e li tudo mal e porcamente).
será que vou conseguir?
é o seguinte: o mundo está extremamente sério, pra mim, hoje. o personare diria: não fique procurando cabelo em ovo. mas a questão não é o ovo, o cabelo, ou a galinha. a questão é achar nas coisas um significado mais profundo e transformador de vida, quando esse significado não existe. e esse mundo não serve pra nada, vamos todos morrer, estamos aqui só de traquinagem. meu amigo rafael costa concordaria comigo: ora, essa vida não é traquinas!
oscilo entre me achar instrumento essencial ou (mais uma) inútil supérflua pro melhoramento do mundo.
o que espero das pessoas - e talvez esse post devesse se chamar "expectativa" e ser uma entrada no dicionário de poética - é, por vezes, muito mais sério do que elas podem dar e do que eu racionalmente exijo. dito de outra maneira:
passo 1 - conheço melhor um amigo. sinto interconexão. espero que a partir daí, o real me presenteie com frutos gordos, amizade correspondente à excessividade do real.
passo 2 - nos dias seguintes, você espera um abraço e recebe um aperto de mão. (podia ser pior, podiam ter virado a cara; as pessoas reagem de formas diferentes - explicações que vêm de fora do fenômeno e não servem como justificativa)
passo 3 - você acha o que real, que outrora se deu, está no movimento de retração. e isso só pode ser porque: a) é culpa do amigo de ser fechado ou b) é culpa sua de não ser gostável.
passo 4 - a) você determina que o fruto não vingou - a pessoa não vai mais falar com você; b) você espera que seja uma fase e a semente terá clima mais oportuno para vingar.
causas psicológicas: (alô freud! [de imagens freudulentas está a publicidade cheia.]) você detesta desagradar aos outros porque não suporta não ser gostado. e não suporta não ser gostado, portanto não desagrada os outros.
outro exemplo: você tem certeza de que seu relacionamento caminha para um lado, mas ele vai para outro - ou vai tão discretamente para aquele lado que parece que tá indo pro outro. tipo a rua do amendoim, em bh. isso tudo por causa da especulação, da criação de um mundo idealizado que não corresponde ao que é. aí que entra a seriedade: tudo é maior. deve existir uma verdade que nunca vemos como verdade inteira, porque ela se mostra e se vela. então parece que é mentira.
estou levando tudo a sério, preciso seriously take it easy.
loser manos diriam: "quem é mais sentimental que eu?"
fiona diria: "how many times can it escalate 'till it gets to a place where i can't breathe"
djavan diria: "não vá levar tudo tão a sério/ sentindo que dá, deixa correr"
quer dizer, acho que fiz um verbete da uncyclopedia mas não sei qual ele é, tenho só as definições, mas falta a palavra.
"misturei jujuba com arroz e feijão. ainda sou muito imaturo". talvez uma palavra ali, onde ingenuidade e ansiedade se misturem perfeitamente.
vamos com calma.
fico querendo não ler os blogs dos amigos queridos pra não me perder, mas sinto que já era (e li tudo mal e porcamente).
será que vou conseguir?
é o seguinte: o mundo está extremamente sério, pra mim, hoje. o personare diria: não fique procurando cabelo em ovo. mas a questão não é o ovo, o cabelo, ou a galinha. a questão é achar nas coisas um significado mais profundo e transformador de vida, quando esse significado não existe. e esse mundo não serve pra nada, vamos todos morrer, estamos aqui só de traquinagem. meu amigo rafael costa concordaria comigo: ora, essa vida não é traquinas!
oscilo entre me achar instrumento essencial ou (mais uma) inútil supérflua pro melhoramento do mundo.
o que espero das pessoas - e talvez esse post devesse se chamar "expectativa" e ser uma entrada no dicionário de poética - é, por vezes, muito mais sério do que elas podem dar e do que eu racionalmente exijo. dito de outra maneira:
passo 1 - conheço melhor um amigo. sinto interconexão. espero que a partir daí, o real me presenteie com frutos gordos, amizade correspondente à excessividade do real.
passo 2 - nos dias seguintes, você espera um abraço e recebe um aperto de mão. (podia ser pior, podiam ter virado a cara; as pessoas reagem de formas diferentes - explicações que vêm de fora do fenômeno e não servem como justificativa)
passo 3 - você acha o que real, que outrora se deu, está no movimento de retração. e isso só pode ser porque: a) é culpa do amigo de ser fechado ou b) é culpa sua de não ser gostável.
passo 4 - a) você determina que o fruto não vingou - a pessoa não vai mais falar com você; b) você espera que seja uma fase e a semente terá clima mais oportuno para vingar.
causas psicológicas: (alô freud! [de imagens freudulentas está a publicidade cheia.]) você detesta desagradar aos outros porque não suporta não ser gostado. e não suporta não ser gostado, portanto não desagrada os outros.
outro exemplo: você tem certeza de que seu relacionamento caminha para um lado, mas ele vai para outro - ou vai tão discretamente para aquele lado que parece que tá indo pro outro. tipo a rua do amendoim, em bh. isso tudo por causa da especulação, da criação de um mundo idealizado que não corresponde ao que é. aí que entra a seriedade: tudo é maior. deve existir uma verdade que nunca vemos como verdade inteira, porque ela se mostra e se vela. então parece que é mentira.
estou levando tudo a sério, preciso seriously take it easy.
loser manos diriam: "quem é mais sentimental que eu?"
fiona diria: "how many times can it escalate 'till it gets to a place where i can't breathe"
djavan diria: "não vá levar tudo tão a sério/ sentindo que dá, deixa correr"
quer dizer, acho que fiz um verbete da uncyclopedia mas não sei qual ele é, tenho só as definições, mas falta a palavra.
"misturei jujuba com arroz e feijão. ainda sou muito imaturo". talvez uma palavra ali, onde ingenuidade e ansiedade se misturem perfeitamente.
3 comentários:
e concordo mesmo
Voltei aqui hoje com a menção da Lady Gaga lá em cima. After loling, reli toda essa seriedade que li outrora quando você escreveu. Senti toda essa tensão meio jogada sozinha por aqui. E não tenho o que falar. Só que o "significado mais profundo e transformador" não está necessariamente em lugar nenhum, está ou não está em achar aquela verdade com V maiúsculo ao estilo cristão, anywhere. Está ou não está em existir significado. Deveria ir tudo de ti. Mas não. Aí fode. Júlio Lemos, um sujeito aí, disse num dia qualquer: "A verdade é relativa. Mas seja o que for, o 'algo' que nos permite constatar essa relatividade da verdade tem um quê de imutável e eterno." Mas nada disso tem nada a ver com nada. A gente só flutua, só faz flutuar entre o amor e os vídeos recomendados do youtube.
eu não consigo ler direito seus posts muito grandes. sempre me perco no meio deles...
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