Daneri me telefonou, penso que pela primeira vez na vida. Propôs que nos reuníssemos às quatro, “para tomar leite juntos, no contíguo salão-bar que o progressismo de Zunino e de Zungri – os proprietários de minha casa, estarás lembrado – inaugura na esquina; confeitaria que gostarás de conhecer”. Aceitei, com mais resignação que entusiasmo. Foi-nos difícil encontrar mesa; o “salão-bar”, inexoravelmente moderno, era apenas um pouco menos infame que minhas previsões (...)
[jorge luis borges.o aleph]
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