a noite estava fria lá fora e dentro dele o nome boiando. sussurou-o baixinho para a noite.
- paula.
era preciso dizer para que sentisse, para ficar livre a passagem por onde o amor se intrometeria. arrependia-se de ter dito o nome, preferia guardá-lo esquecido. não era tão puro o som como imaginava. precisava barrar o caudal de lembranças que viria. antes que fosse tarde, antes que o remorso se lhe apoderasse da consciência, procurou afastar de si o nome de tantas lembranças tristes, porque o amor era um prolongamento de sua tristeza. de novo o nome caía de seus lábios: ácido roendo o peito, unha arranhando a carne.
- paula... paula... de mansinho, como quem dorme.
[autran dourado.tempo de amar]
já vi tudo, vou acabar escrevendo sobre esse, e não barca dos homens...
Um comentário:
hahahahaah. adoro. achei que fosse seu.
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