o pasolini é um zé sexo (celso) do cinema italiano! depois de 120 dias de sodoma (que também não gostei muito), vi esse aí de sexo incestuoso e gregos pelados...
outro dia peguei uma tragédia - esse édipo rei - e outra comédia na locadora (alguém inda usa locadora?) e fiquei me achando tragicômica...
tendo a achar que grandes personagens trágicos montados nos séculos XX e XXI ficam histéricos. foi assim com o hamlet do capitão nascimento, é assim com esse édipo, que é mais um membro de uma boy band que qualquer coisa!
serviu para os propósitos da narratividade e desencadeamento da trama das ações, mas o drama das paixões ficou prejudicado...
assisti com isis estudando do lado e ela só ia prestando atenção nos momentos-chave pelas minhas observações: "iiiiiiiiiiih, chegou papai! vai perder, prei!", "mas é claro que ele não sabe que você é mãe dele, olha o tanto de maquiagem e avon anti-aging que cê tá usando...", e ela: "por que ele grita tanto?" - ao que respondo: "porque ele é trágico, né?".
ah, a trilha sonora é uma tortura! se pegarem o dvd, se preparem para a ambientação trágica... tem uma gente que não sabe tocar flauta doce que ficou soprando aquilo desalentadamente e gravou em cima das imagens, ficou uma merda, tem que abaixar o volume...
de resto, é bom.

2 comentários:
será que não há mais lugar para o trágico? a gente é medíocre, pasteurizado, morno demais?
veja medeia do pasolini. não é histérico. é curto e grosso.
e a medeia do von trier segue uma linha parecida, mas ainda mais curta e grossa pq é nórdica - e nórdicos não se exaltam.
mas a medeia é mais curta e grossa mesmo, ela é uma mulher fria, né, mata os filhos tudo... vou ver tudo isso... :P
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