de sofrer e amar, a gente não se desfaz.

5.7.11

things we look back on and they take over


não venho mais acompanhando a obra de tori amos - aliás eu vi hoje no wikipedia que ela lançou dois álbuns dos quais nunca tinha ouvido falar na vida, parece que um é de natal.

mas como escrevi aqui em 2007: uma das grandes vantagens de haver artistas como tori amos e virginia woolf é a extensão de suas obras. mas exatamente por isso, nunca se dá a devida atenção a tudo. por outro lado, conhecendo-as aos poucos, quando se concentra em uma coisa só vale muito a pena.

nessa, eu resolvi descobrir os b-sides (quando a indústria da música tinha disso) do under the pink, um dos títulos mais geniais/geniosos da tori. e foi pelos títulos que eu fui procurando as músicas no youtube: "black swan", "home on the range", "all the girls hate her/over it".

se a maior parte de american doll posse ou algumas músicas em abnormally attracted to sin eram extremamente puláveis, comecei a considerar a ideia de pensar em todos os b-sides como um álbum só.

mas o mais impressionante sobre essa jornada é olhar para trás, para os momentos em que essas canções me acompanharam, e notar: i was here. o sentimento de plenitude olhando o prado, as folhas outonais que mencionei uns posts atrás, memórias que a gente olha com carinho e que se fazem presentes, se instalam com totalidade no presente. a poeira dourada que um dia se tem em mãos é o tempo. e não adianta segurar, poeira se esvai. mas nos permeia. "how did it go so fast?"/ "i was here". sentir tudo de novo, pela vigência da memória. e música é uma dessas coisas que nos transporta pra outros tempos.


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