de sofrer e amar, a gente não se desfaz.

10.5.10

agora que eu sobrevivi direitinho ao curso de bacharelado em letras, eu me sinto autorizada a influenciar todo mundo até que mudem de curso. outro dia, o namorado do taiguara, de enfermagem, vem me contar que assitiu a uma apresentação minha na faculdade, sobre clarice lispector. como se não bastasse, ele puxara uma matéria com maluh (ai, que vontade de completar com magalhães), a esposa do meu amado-idolatrado-salve-salve ronaldes de melo e souza.

desta feita, quero convencer o estudante de direito pedro cunha de que ele não está mais no século XIX, e agora poetas podem fazer faculdade de letras para lidar com a área de humanidades, não precisam ficar presos à tríade direito, medicina e engenharia, como outrora. [por outro lado, sinto que faculdadeletras formam uns seres medianamente letrados, com uma capacidade enorme de citar e uma subcapacidade de sentar pra ler coisas de cabo a rabo. não obstante, matam a verve criativa dos que uma vez quiseram ser autores porque se gasta muito tempo "aprendendo alemão pra ler hegel, husserl, pra entender sein und zeit, e então compreender derrida." meu cu!]

em tempo: euclides da cunha fez medicina (ooooh!) e lima barreto fez engenharia, alguma semelhança desse dado biográfico com o estilo que eles imprimem às narrativas?

2 comentários:

Pedro Cunha disse...

ahm, tá que eu sou inconvencível, mas bem, eu prefiro muito mais letras que Direito. Mas MOMS influenciou minha decisão e resolvi seguir carreira literária sozinho, de textos em textos, falhando muito e sendo capturado pela voz de autores (até mesmo autores de Direito, às vezes escrevo "arremato" e minha espinha gela). Agora, meta pósdireito com $, CREATIVE WRITING.

abraaaasss fernanda

Fernanda. disse...

mto esclarecedor.