de sofrer e amar, a gente não se desfaz.

12.5.10

como tudo se transforma

tava eu na aula de didática, tendo seminário sobre paulo freire (clichê e escreve mal) e ppppppooooow, cai o mundo em chuva lá fora. daí a professora começou a fazer uma metáfora dizendo que "algumas questões estão exatamente como esta tarde, anuviadas," mas o tempo já tinha mudado. aí eu acreditei mesmo que tudo se transforma, e é possível a mudança social. se o tempo já tinha clareado, né?

então eu peguei um ônibus pra fora de lá, e quando estou ali no viaduto do frio-na-barriga da praia de botafogo - e já pensei em escrever sobre como é linda essa cidade e as paisagens pelas quais tenho passado todo dia... quando chega ali naquele meinho entre botafogo e flamengo é um desvelamento só; e quando tem feira? aquele cheiro de peixe, real - enquanto desço ali, no começo de botafogo, eu vejo, ó que maravilha: um arco-íris liiiiiindo arqueando um parêntesis no pão de açúcar. vou parar, pra não provocar síncopes nos meus colegas que não moram no rio, então eu digo: sabe o que eu pensei bem nessa hora?

primeiro, que ninguém tava vendo esse milagre da refração da luz. segundo: que adorno não serve pra ver arco-íris. pode servir pra muitas coisas (acho que não, mas em todo caso...), e pra ver arco-íris não serve.

3 comentários:

/pedrorizon disse...

achei bem literário esse post, prefiro esse jeito. Capturando esses momentos.

jovem broto disse...

cidade maravilhosa!

Anônimo disse...

Arco íris é uma coisa tão linda mesmo. Lembro de um dia ter ido com meu diário na lagoa,e do nada, começou a chover muito. Eu estava sem guarda - chuva, me molhei toda, meu chinelo arrebentou e eu tive que andar descalça na chuva até o mercado mais próximo mas, eu fotografei e vi o arco íris, enquanto escrevia.
sabe, valeu a pena, totalmente.