só depois de acabar meu projeto (quem quiser fala, que eu mando por e-mail), consegui parar para LER (sobre) sophia de mello breyner. aqui, uma continuação interessante da entrevista do post anterior:
Maria: Interessante esta relação da língua portuguesa com outras.
Porque também me parece que a língua portuguesa tem possibilidades extraordinárias.
Sophia: Sim, porque tem uma capacidade de dizer, de formar novas palavras.
Maria: Um pouco como o alemão, talvez?
Maria: Interessante esta relação da língua portuguesa com outras.
Porque também me parece que a língua portuguesa tem possibilidades extraordinárias.
Sophia: Sim, porque tem uma capacidade de dizer, de formar novas palavras.
Maria: Um pouco como o alemão, talvez?
Sophia: É.
Maria: O que é ser poeta hoje? Porque o mundo está tão confuso, tão fragmentário...tem lugar para o poeta hoje?
Sophia: Eu penso que tem, se ele arranja. Evidentemente que é
importante que elas encontrem o eco da sua voz. (Toca o telefone, Sophia atende, era engano)
então será que está mesmo assegurado o lugar do poeta hoje? será que alguma vez já o esteve? se a mulher está falando ali sobre ser poeta e logo depois o mundo pragmático chama do além (de outra residência, possivelmente) e recusa falar com ela (era engano), pra mim está evidente que o poeta é UM CAGADO, não mais um fingidor.
3 comentários:
a sophia é FODA como poeta. mas o lugar do poeta... não sei, não penso q ele jamais esteve em um lugar específico além das suas palavras e da expressão que elas transmitem ao outro.
mas eu to bebada, posso não estar falando coisa com coisa, rs...
=*
pois é amigãm. somos cagados. poetas cagados. muito antes de qualquer pessoa poder nos chamar de poetas.
e eu achei perfeita a sua colocação - utilizando-se da entrevista da sophia - sobre o fazer artístico no mundo fragmentado.
concordo com vc... cagado sempre!
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