nove da manhã e já aconteceu algo pra me deixar feliz o dia inteiro e curar o estresse ideológico de ontem.
dispensei um 485-sem-ar-lotado por uma van cheirosa, acolchoada, espaçosa e fresquinha (R$ 2,50) pra chegar vapt-vupt na faculdade. eis que surge um engarrafamento na entrada do túnel. os passageiros se assustam, logo pensam em assalto no túnel, tiroteio no catumbi, avalanche do morro etcétera e perguntam:
- moço, mas esse engarrafamento é por quê, hein?
ao que o motorista responde: "não sei".
entrando no túnel, eu já ligando o controlador de respiração, com medo da claustrofobia, não podia continuar lendo o ondjaki, então fechei os olhos.
o motorista se volta contra os chiados do rádio sem sinal e o cd player fagocita um disco. uma voz grave e lenta, uma língua estranha. saímos do túnel, volta a jb fm (¬¬).
- moço, que música era essa, era um cd?
- era, um disco de música indiana. mantras.
meu coração ficou morninho. sorri largo ainda com a prosa breve de ondjaki na cabeça.
- estou imaginando você no meio de um engarrafamento infernal entoando mantras, ficando bem zen.
- tem que ser, não é? e vamos nos estressar com engarrafamento? tem que ter mantras pra shiva, pra ganesha... quando não tem jeito, não tem jeito...
- tá muito certo...
o ponto da letras é a primeira parada do motorista yogi. dou feliz a tarifa e desço desejando:
- namastê.
- obrigado, bom dia.
:)
dispensei um 485-sem-ar-lotado por uma van cheirosa, acolchoada, espaçosa e fresquinha (R$ 2,50) pra chegar vapt-vupt na faculdade. eis que surge um engarrafamento na entrada do túnel. os passageiros se assustam, logo pensam em assalto no túnel, tiroteio no catumbi, avalanche do morro etcétera e perguntam:
- moço, mas esse engarrafamento é por quê, hein?
ao que o motorista responde: "não sei".
entrando no túnel, eu já ligando o controlador de respiração, com medo da claustrofobia, não podia continuar lendo o ondjaki, então fechei os olhos.
o motorista se volta contra os chiados do rádio sem sinal e o cd player fagocita um disco. uma voz grave e lenta, uma língua estranha. saímos do túnel, volta a jb fm (¬¬).
- moço, que música era essa, era um cd?
- era, um disco de música indiana. mantras.
meu coração ficou morninho. sorri largo ainda com a prosa breve de ondjaki na cabeça.
- estou imaginando você no meio de um engarrafamento infernal entoando mantras, ficando bem zen.
- tem que ser, não é? e vamos nos estressar com engarrafamento? tem que ter mantras pra shiva, pra ganesha... quando não tem jeito, não tem jeito...
- tá muito certo...
o ponto da letras é a primeira parada do motorista yogi. dou feliz a tarifa e desço desejando:
- namastê.
- obrigado, bom dia.
:)
3 comentários:
Ai, q lindo!!
só pode ser ficção! :P
fofo.
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